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Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos se não tiver amor, sou como bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor a ponto detransportar montanhas, se não tiver
amor, não sou nada.
— Coríntios, 13: 1-2.

INCLUSÃO ESCOLAR DAS PESSOAS COM SURDEZ NA REDE REGULAR DE ENSINO

ELBI KEILLA DE OLIVEIRA SANTOS
LINDONEIDA MÁRCIA LOPES SILVA MONTEIRO
MARLÚCIA LOPES DA SILVA

RESUMO

O artigo visa abordar a inclusão de alunos com surdez nas escolas regulares de ensino. Portanto foi necessário um estudo de levantamentobibliográfico, para maior compreensão do referido tema. Sendo que a trajetória da educação formal dos surdos é marcada pelo embate entre duas concepções básicas de surdez: a clínica e a sociocultural. Considerando a surdez uma incapacidade, umas deficiências a ser sanada os métodos educacionais filiados à visão médica da surdez tinham por meta curar o surdo, empregando técnicas que proporcionassem odesenvolvimento da fala. Onde a utilização da língua de sinais é proibida e tida como potencial fator de atraso do desenvolvimento intelectual do aluno. As concepções socioculturais de surdez, por sua vez, focam a educação do sujeito surdo na perspectiva da diferença, e não da deficiência. Essa discussão é crucial, pois, através da linguagem estamos constantemente construindo representações,crenças e significados afirmados, consumidos, naturalizados e disseminados na sociedade, nos espaços escolares e familiares, muitas vezes como normas e verdades absolutas. O objetivo da educação deixa de ser o desenvolvimento da fala. A língua de sinais é reconhecida como primeira língua e valorizada como a língua que permite ao sujeito surdo aprender, construir sua própria percepção de mundo econquistar a cidadania.

PALAVRAS CHAVES: Educação, surdez, trajetória, desenvolvimento intelectual, família, sociedade, cidadania.

SUMMARY

The article aims to address the inclusion of deaf students in regular education schools. So it took a study of literature for greater understanding of that subject. Since the trajectory of the formal education of the deaf is marked by theclash between two basic conceptions of deafness: a clinical and socio-cultural. Considering deafness a disability, a deficiency to be remedied, the educational methods affiliated with the medical view of deafness had a goal to heal the deaf, using techniques that provide fala.Aqui the development of the use of sign language is prohibited and considered as potential delay factor of the student'sintellectual development. The socio-cultural conceptions of deafness, in turn, focus on the education of the deaf subject from the perspective of difference and not the disability. This discussion is crucial because, through the language we are constantly building representations, beliefs and meanings stated, consumed, naturalized and widespread in society, school and family spaces, often asstandards and absolute truths. The goal of education is no longer the development of speech. Sign language is recognized and valued as a first language as a language that allows the deaf subject to learn, build their own perception of the world and gain citizenship.


KEY WORDS: Education, deafness, history, intellectual development, family, society and citizenship.



INTRODUÇÃORetomando aspectos históricos os primeiros surdos que tiveram acesso à educação formal foram os filhos da nobreza européia do século XVI, com a finalidade de serem considerados capazes de herdar títulos e propriedades. Para tanto, deveriam saber falar, ler e escrever. Entre os educadores dessa época destacam-se Ponce de Leon, Girolamo Cardano e Juan Pablo Bonet.
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