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segunda-feira, 1 de março de 2010
Professora Maria José Mendonça escreve artigo científico sobre leitura na escola
A LEITURA NA ESCOLA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES




Amália Silva Dias MELO
Eliana Leandro GARCIA
Maria José Mendonça de Paiva PEREIRA
Sheyla Cristina Soares da SILVA
Universidade Federal do Rio Grande do Norte








INTRODUÇÃONas últimas décadas, vem se instalando no cenário educacional um processo amplo de discussão acerca do papel da leitura no contexto escolar. E entre os aspectos analisados, destaca-se a preocupação com o que podemos conceituar como leitura. Cremos que clarificar esse conceito teoricamente, deva ser o ponto de partida para que se possa instaurar qualquer reflexão concernente à dinâmicametodológica utilizada em sala de aula pelo professor. Por outro lado, é a prática cotidiana, por si só, reveladora de concepções teóricas que embasam as ações pedagógicas efetivadas.
Por essa razão, abordaremos a temática da leitura no espaço escolar, a partir da análise de referenciais teóricos, mediada por nossas experiências enquanto professoras, por compreendermos que ambas sãodimensões que se complementam e nos fornecem subsídios indispensáveis, quando desejamos obter informações relevantes acerca de um objeto de pesquisa.
Nesse sentido, estabeleceremos inicialmente um diálogo com o texto A importância do ato de ler (FREIRE, 2008), já que essa obra é considerada um marco referencial no cenário educacional, principalmente quando a ela associamos o nosso permanentedesejo de melhor compreender a leitura. Para tal, definiremos alguns questionamentos que pretendemos abordar ao longo desse trabalho.
Começamos por nos questionar o que seria a “leitura do mundo” que, segundo Freire (op. cit.), precede a leitura da palavra. De que maneira a escola pode promover a “palavramundo”? Como fazer o professor perceber a não neutralidade do ato educativo e aomesmo tempo compreender que “a opção realmente libertadora nem se realiza através de uma prática manipuladora nem tampouco por meio de uma prática espontaneísta” (FREIRE, 2008, p.25).
Cremos que, ao discutirmos os mecanismos didáticos manipulados pelo professor em seu fazer pedagógico em prol da conquista da leitura por seus alunos, devemos tomar como elemento norteador dessaanálise o quão consciente de seu papel político se encontra esse professor, visto que não se ensina no vazio. Há sempre uma intencionalidade consciente ou não, seja naquele que ensina, seja no que estuda.
Porém, lembramos que se o professor estiver consciente da natureza interacional que permeia as relações sociocomunicativas, certamente irá perceber que o contexto da sala de aula não é diferente dosdemais espaços sociais. Ou seja, é na troca de experiências e vivências que se constrói o conhecimento, independente se esse aprendizado se dá na escola ou em outro lugar.
Esse é certamente um fator que o professor deve inserir em seu cotidiano, já que é a partir da percepção do valor da interação, que vai aos poucos se construindo no ambiente escolar, entre professor e aluno, um espaçoque desconstrói a visão de que “quem sabe, ensina a quem não sabe”, pois “ninguém sabe tudo e que ninguém tudo ignora.” (FREIRE, 2008, p.27).
É preciso que o professor entenda que, ao proferir um discurso monológico em que o seu dizer ignora os sujeitos para os quais fala, está privando a si e seus alunos de descobrirem juntos os processos através dos quais o homem vem historicamentefazendo e refazendo o universo a nossa volta. Por essa razão, queremos chamar a atenção para alguns aspectos que tecem a trama do ato educativo. Para quem ensino? Por que ensino? Para que ensino? O que ensino? Como ensino? Que repercussão o meu ensino traz para mim, para o outro e para a sociedade?
Portanto, não é difícil perceber que a tomada de consciência dos aspectos acima...
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