Artigo sobre a obra Pedagogia do Oprimido

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  • Publicado : 22 de abril de 2014
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1. Justificativa da “Pedagogia do Oprimido”

A “Pedagogia do oprimido” mostra a busca e o empenho dos homens por uma libertação. Essa luta só tem sentido quando os oprimidos buscarem recuperar sua humildade e libertar-se dos opressores. Em um primeiro momento do descobrimento os oprimidos tendem a ser opressores, o que dificulta uma práxis libertadora, por terem uma visãoindividualista. A liberdade é uma busca permanente. É uma conquista que exige força, responsabilidade e espírito de luta. Libertar-se de sua força exige, a imersão dela, à volta sobre ela. É essencial que a práxis seja autêntica para que exista a ação e reflexão sobre o mundo para transformá-lo. Para que haja o oprimido é necessário que exista o opressor. Os opressores têm uma ânsia de posse ondeo poder de compra transforma tudo em sua volta, possuem uma concepção materialista de existência. Os oprimidos são considerados como coisas. Os oprimidos dificilmente lutam, aceitam tudo o que lhe é imposto, são dependentes emocionais. A mudança só pode acontecer através da Educação Libertadora. O homem deve conhecer todo o mundo em sua volta, assim a antropologia deveria fazer parte integrantedo contexto da educação de jovens e adultos.
Alfabetizar é conscientizar, o educando deve refletir suas próprias palavras desta forma cria-se a cultura. O “medo da liberdade”, não significa que o poder do diálogo possa trazer desordem, o que o homem tem medo é de enfrentar novas situações, transformações, isso faz com que o mesmo se acomode.
É necessárioque a ação política junto aos oprimidos se faça pela reflexão. Para que haja uma transformação faz-se necessário que o indivíduo (oprimido) tenha em mente sua responsabilidade só assim será liberto para criar, construir. A concepção bancária de educação como instrumento da opressão. A educação bancária tem como denominador o processo do depositante do saber (educador) e depositário do mesmo(educandos passivos). A relação professor-aluno é baseada nos falsos valores de que um sabe tudo e o outro nada sabe, cultivando-se assim o silêncio e impedindo a criatividade, estimulando assim o interesse dos opressores.
O âmbito da concepção bancária é o de controlar pensamentos e ações. Se hoje pretende-se a humanização em processo necessita-se da reflexão dos homens sobre omundo para transformá-lo.
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. O professor é o ser, que não mais educa, mas sim aquele que aprende no processo da aprendizagem.
Ele é educado em diálogo com o educando, para que ambos tornem-se sujeitos do mesmo processo. Na educação com prática de liberdade,quanto mais se problematizam os educandos como seres no mundo mais se sentirão desafiados e responderão. O homem como ser inconcluso, consciente de sua inclusão e seu permanente movimento de busca em ser mais. Na história, percebe-se a historicidade do homem com ser inacabado e inconcluso. Esta concepção é desconhecida para a prática bancária.
A essência do diálogo é apalavra. Mas, ao encontrarmos a palavra, na análise do diálogo, como algo mais que um meio para que ele se faça, se nos impõe buscar, também, seus elementos construtivos. Esta busca nos leva a surpreender nela duas dimensões: ação e reflexão, de tal forma solidária, em uma interação tão radical que sacrificada, ainda que em parte, uma delas se ressente imediatamente a outra. Não há palavra verdadeiraque não seja práxis. Não há diálogo se não há amor, não há diálogo se não há humildade, não há diálogo se não há uma intensa fé, não existe diálogo sem esperança, finalmente não há diálogo verdadeiro se não há nos seus sujeitos um pensar verdadeiro, um pensar crítico. As relações homens-mundo, os temas geradores e o conteúdo programático serão a partir da situação presente, existencial, concreta,...
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