Artigo sobre avaliação escolar

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AVALIAR PARA APRENDER, NÃO PARA EXCLUIR

Isabel Tomazelli[1]

RESUMO

A busca de uma melhor qualidade na avaliação, e conseqüentemente na aprendizagem, é o objetivo deste trabalho. Diante desta perspectiva, o presente estudo teve como objetivo verificar se a avaliação realizada hoje está levando os alunos à inclusão ou exclusão social. A coleta de dados sobre a avaliação foi baseada embibliografias de teóricos como: Celso Vansconsellos, Jussara Hoffmann, Maria Teresa Estebam, Menga Ludke e Pedro Demo. A análise doutrinária permitiu concluir-se que a forma de avaliação predominante ainda é a tradicional, com raras exceções, e nas escolas da rede pública o número de reprovações é maior que na escola particular, mas já nota-se que está havendo uma retomada de novas considerações emrelação a avaliação, sob a influência de uma gestão da educação mais preocupada com o futuro do educando, levando-o à acessibilidade das oportunidades sociais deste mundo globalizado.

Palavras-Chave: Avaliação, inclusão escolar, exclusão escolar, desafios da avaliação, perspectivas da avaliação.

Introdução

Altos índices de reprovação, exclusão e insuficiência na apreensão dosconteúdos convivem com a questão social que atinge alunos excluídos pelo sistema de avaliação tradicional. Urge repensar os sistemas e métodos avaliativos para reverter este quadro desolador. A avaliação que está sendo aplicada hoje nas escolas está levando os alunos à aprendizagem ou a exclusão?
Neste paradigma, através de bons processos conduzidos por uma gestão democrática e competente,permitiria uma expressiva intervenção na dinâmica inclusão/exclusão social.

1 Desafios e Perspectivas da Avaliação

Os desafios se ampliam para a escola e ela não pode mais ter como função a simples transmissão de conhecimento. É necessário que haja na escola uma gestão consciente e democrática, estabelecendo critérios que conduzam a aprendizagem na sua integralidade. Dentro destaconcepção democrática tem-se o caminho para realizar uma avaliação mais justa.
Neste sentido, Celso dos Santos Vasconsellos (1998, p. 19), escreve:

O desafio primeiro da avaliação é que deixe de atrapalhar o processo de ensino-aprendizagem, e, depois, que comece a ajudar (pela captação das necessidades e compromissos com sua superação). Assim, no dia-a-dia escolar, asgrandes questões presentes para o professor são: Como saber se o aluno está aprendendo ou não? O que fazer para que venha a saber? E não “como dar nota?”, já que esta preocupação desvia a atenção do essencial.
Avaliar envolve julgamento, mas da produção objetiva do educando em função dos critérios estabelecidos coletivamente – e não o julgamento de sua pessoa.

A esserespeito, a professora Jussara Hoffmann (2001, p. 39), emite sua opinião: “A avaliação, nesta perspectiva, deverá encaminhar-se a um processo dialógico e cooperativo, através do qual educadores e educandos aprendem sobre si mesmo no ato próprio da avaliação”.
Na mesma seara, gestores e teóricos como Maria Tereza Esteban (2000, p. 34), ressaltam: “A avaliação faz parte do ato educativo, doprocesso de aprendizagem. Avalia-se para intervir, agir, problematizando, interferindo e redefinindo os rumos e caminhos a serem percorridos”.
Sabe-se que é importante que aconteça interação entre o avaliador e o avaliado, mas para que isto aconteça de forma tranqüila busca-se fundamentos nos estudos de Jussara Hoffmann (2001, p. 75), esclarecendo que: “A confiança mútua entre educador eeducando quanto às possibilidades de reorganização conjunta do saber pode transformar o ato avaliativo em um momento prazeroso de descoberta e troca de conhecimento”.
Complementando este entendimento, agrega-se o pensamento do professor Pedro Demo (1999):

A razão da avaliação é a aprendizagem. Em termos educacionais, é o que lhe confere destaque, necessidade e...
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