Artigo policial

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  • Publicado : 28 de outubro de 2011
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Matar e lesionar para militares e mais ainda para os policiais já está ficando profissionalmente ultrapassado. Luiz Otavio O. Amaral1

Breve intróito: se a violência ”aceitável” da guerra, mal “necessário” enquanto o homem ainda guarda em si resquícios do ser selvagem que já foi, já preocupa os profissionais da própria guerra, ou seja, aqueles que são preparados para matar e morrer, é sinal queé chegada a hora da civilização humana dar um significativo salto na evolução do uso do dom maior de que é dotada, a inteligência. Se isso é fato para os militares, com muito mais razão dever ser para os policiais. Ambas as instituições têm finalidades diametralmente opostas. Enquanto o uso da violência bélica para os militares sempre foi meio de êxito profissional e institucional, para apolícia, no entanto, isso jamais foi tolerado. Ora, o lema histórico da polícia (que vem até na raiz da palavra, do conceito polícia): “proteger e para servir” vem de exigir nova mentalidade e nova tecnologia policial para ser mantido vivo num ambiente cada vez mais hostil e desfavorável, como temos hoje. Asmoderníssimas tecnologias das armas, munições e equipamentos não-letais, ou menos letais garantemessa preservação da força moral e prestígio da polícia, desde que seu uso se dê a partir de nova concepção de formação policial. È dessa urgente necessidade - de acertar o passo com mundo atual - que vamos nos ocupar neste ensaio. Entendendo o conceito de armas não-letais: tecnologia de armas não-letais começa a partir do conceito de guerra não-letal. Isso tem início com fim da guerra fria e maisprecisamente com a queda do muro de Berlim. A guerra pesada entre as forças do Pacto de Varsóvia e da OTAN, enfim não correu. A política de guerra norte-americana, conhecida por MAD2, da relativa segurança nacional baseada na ameaça velada de que o mundo pode acabar se nos atacarem, tal o poder destrutivo do nosso arsenal atômico, parece ter dado certo e mantido o delicado equilíbrio bipolar domundo. Com fim da lógica da guerra fria, também a lógica da guerra quente e pesada estava em seu ocaso. Melhor para o nosso sofrido planeta! O fiasco norteamericano no Vietnã fez ruir de vez aquele conceito de guerra total e pesada, uma vez que o maior arsenal de guerra do mundo não logrou dobrar o pobre e pequeno exercito local. O fogo pesado da artilharia, o aéreo e o naval garantiam, de dia,posições que, à noite, eram perdidas. As forças pesadas americanas se atolavam nos arrozais, aqueles soldados bem treinados numa outra concepção de guerra tornavam-se, ali, na selva, frágeis. Isso rendeu um impacto psicológico e geral muito grande na elite militar norte-americana. Assim, os grandes blindados, os enormes bombardeios, os mísseis intercontinentais começaram a ser postos de lado - nãoabandonados - e outras armas e novas concepções de guerra (diríamos mais “lights”) mais inteligentes e menos pesadas, foram sendo pensadas. A alta e fina tecnologia dos cientista/universidades (das agencias militares de ciência e tecnologia) aliada à experiência de campo de lideres militares, geraram nova concepção de armas inteligentes e de altíssima precisão. Nessa nova concepção tudo que pudesse servisto poderia ser atingido e logo destruído. E com os equipamentos sensores de visão noturna “comprou se a noite” (como dizem os militares americanos seguindo os israelenses3). Já na invasão do Iraque, em 1991, na denominada operação “Tempestade no Deserto” foi o grande campo de teste dessas novas tecnologia. Ali os iraquianos apreenderam que seguro já não era mais o interior dos tanques, eisfonte sensível de calor aos “olhos” das armas inteligentes. Para essa guerra ultima no Iraque, essas tecnologias bélicas foram depuradas das falhas e detectadas em 1991. Na Somália (1993/94), no Haiti (1994) e na Bósnia os militares norte-americanos atuando como polícia do mundo ou em Operações de Apoio de Paz situações essas que exigiam armas e munições não-letais ou menos letais que as...
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