Artigo de Opinião: Campanhas Hashtags

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Hashtags: a praga do século XXI É comum hoje ver nas redes sociais palavras-chave precedidas pelo símbolo “#”, comumente chamado por nós de “jogo da velha”, seja no facebook, twitter, instagram, YouTube e etc, e que agora, erroneamente, é chamado de hashtag. Em termos técnicos, este recurso é usado quando se tem a intenção de ampliar o alcance das suas publicações por meio de um hiperlink, que redireciona o usuário que o acessa à outras pessoas que compartilham do mesmo tema. Ou seja, frases como “#EducaçãoParaTodos” tornam-se links para sites ou páginas que tratam sobre o assunto. Já tornou-se uma praga. Não há, sequer, uma foto ou texto veiculados por essas mídias que não venha acompanhado de hashtags. Muitas delas usadas de forma banal, como “#PartiuSofá” ou o hilário caso da senhora que, após levar um tiro dentro de casa, postou o ocorrido no facebook: “#Partiu #Levar #Tiro”. Tão poderosas são as campanhas que transformam humanos em animais da noite para o dia. As hashtags tornaram-se uma ferramenta muito poderosa para a divulgação de campanhas, e também para a banalização das mesmas, principalmente publicitárias (a Loducca que o diga). O exemplo mais recente disto é o caso da campanha “Somos Todos Macacos”, fomentado a partir de um gesto de Daniel Alves ao ser vítima de racismo durante um jogo contra o Villareal, quando o jogador comeu a banana que um torcedor atirou no campo. A princípio, não deu-se tanta importância a isto, até que uma agência publicitária, juntamente com o jogador Neymar, também da espécie macaco-prego como seu parceiro de campo Daniel, aproveitou-se do episódio para precipitar uma macacada, ou melhor, uma campanha nas redes sociais contra o racismo. Não mais que de repente, todos se comoveram e postaram selfies com bananas em suas páginas na internet. Até quem não gostava da fruta, passou a fruir de suas propriedades vitamínicas, pois claro, além de fornecer potássio, a banana ajuda a prevenir o racismo. A agência e os

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