Artes

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 10 (2457 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 24 de janeiro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
A concepção de crise como princípio para uma análise contemporânea da sociedade capitalista.
Debater a crise instaurada implica em verificar o processo de precariedade instaurada a grandes coletivos humanos. Processos que se materializam através do aumento da miséria, da violência urbana e rural, do desemprego, da ausência de utopias e da falta de esperança. Partimos do princípio que Marx nãodiagnosticou a crise final do capitalismo, até por não entendê-la como uma lei natural, mas como uma tendência do modo de produção capitalista, sujeito tanto à precipitação como a adiamentos em virtude de diferentes fatores, sendo central a dinâmica das lutas de classe.11
Acreditamos que um dos princípios que se pode basear uma análise contemporânea da crise do capitalismo monopolista consiste naconsolidação de processos desiguais de distribuição de renda. Nas últimas décadas do século XX, a média salarial dos países desenvolvidos foi próxima a 30 (trinta) vezes à dos países não desenvolvidos. Ao mesmo tempo, verifica-se que o aumento da intensidade do trabalho é maior nos não desenvolvidos, superando em 15 vezes a média dos países desenvolvidos. “Ora, se a diferença de salários é 1:15para produtividade igual, enquanto a taxa de lucro é a mesma no centro e na periferia, há lugar para a transferência de lucro de uma zona para outra – se assim não fosse os lucros seriam, como é evidente, incomparavelmente mais elevados na periferia.” (Dowbor, 1981: 36)

Um desafio que se consolida na construção de estratégias como garantia de produzir para uma massa mundial consumidoraempobrecida e expulsa gradativamente do mercado consumidor, tanto nos países desenvolvidos, como em maior escala nos países em condições precárias. Com a redução gradativa do universo de consumidores, desenvolve-se uma estratégia empresarial voltada para o aumento da velocidade de circulação das mercadorias.
Em um processo de crise estrutural do capitalismo, o capital não tem mais condições de sepreocupar apenas com o aumento do círculo do consumo para o benefício social, mas sim para a garantia de sua reprodução ampliada que só pode ser assegurada através da consolidação de várias formas de destruição. O processo de realização do capital compreende o consumo e a destruição como equivalentes funcionais.
É nesse sentido que se desenvolve o processo de produção destrutiva do capitalismo. ParaMészáros, o capitalismo corresponde a uma sociedade descartável. O equilíbrio entre a produção e consumo só se concretiza quando ocorre o aumento da velocidade do consumo, ou seja, o descarte prematuro de grandes quantidades de mercadorias que anteriormente pertenciam à categoria de bens duráveis, devendo os mesmos serem descartados antes de esgotarem a sua vida útil. A produção capitalista atua antescom propósitos destrutivos do que produtivos. A tendência à reprodução ampliada do capital se impõe em qualquer circunstância, não importando a grandeza adquirida. Logo, quando uma nova tecnologia é criada, é decretada a sua morte. O desenvolvimento dos meios de produção se opõe às necessidades humanas, pois o que importa é a expansão do capital.

O processo de crise do capitalismo que sedesenvolve a algumas décadas no capitalismo monopolista inspirou diferentes trabalhos no âmbio da educação e do trabalho. Suas reflexões foram influenciadas por diferentes áreas do conhecimento que dialogam com a educação. Tendo como referência a heterogeneidade dessas discussões e o grande número de autores que desenvolvem estudos sobre o tema, uma delimitação das principais áreas se faz necessário.O autor aponta o processo de flexibilização das normas trabalhistas como proposta de solução para o desemprego e instância de modernização do DT. Ainda justifica um resgate do dado axiológico deste ramo jurídico, bem como maior reflexão sobre as condições materiais para implantação das mudanças na disciplina. Apresenta vários diagnósticos sobre a crise do DT, pois não se pode desvincular o DT...
tracking img