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Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação

Cyberspace e os sujeitos da interatividade

Francisco Menezes Martins1
UTP

Resumo: O texto considera o discurso da comunicação uma das fábulas que acompanha o sujeito, após o crepúsculo da metafísica. Para tal, aborda as relações entre a cibercultura e o pensamento contemporêneo através das trilhas e rastros daspossibilidades interativas na internet. Palavras-Chave: Cibercultura – Comunicação - Internet Abstract: The paper Considers the speech of the communication one of the fables that accompanies the subject, after the twilight of the metaphysics. For such, it approaches the relationships between the cyberculture and the actually thought through the trails and traces of the interactive possibilitiesin the internet Word-key: Cyberculture – Communication - Internet.

Professor do PPGCOM – UTP Líder de Pesquisa do Grupo de Tecnologias do Imaginário – PUCRS/UTP Membro do Conselho da Associação Brasileira dos Pesquisadores em Cibercultura – Abciber Doutor em Comunicação – UCM/Espanha
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Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação

Após séculos de metafísicacomo o além do perceptível, a época atual reserva uma ruptura fundamental no que seriam as grandes certezas do mundo. Cada verdade que ressoou por gerações entra em choque com sua própria verificação. O sujeito sempre tentou adaptar o mundo ao seu olhar, subestimando a complexidade de tal segredo, como se a constatação do mundo passasse a ser verificada numa espécie de revisionismo das cenas domundo, que, no fundo, nem se sabe se chegaram a constituir o mundo anterior à técnica, mas que agora permite a chegada dos trens do passado nas estações do presente. Diante da impossibilidade de criar um mundo além deste, o que vale é criar um discurso para um mundo melhor que este, conforme o pensamento de Nietzsche (1996). Deste modo, na incapacidade de interpretar o passado de uma maneira isentaao sujeito, poderia-se tentar interpretar o presente como uma saturação do passado e um congestionamento de signos que desaceleram o sujeito, que poderia afirmar o desejo em seu devir, e aceleram o objeto em seu devir sedutor, por estar programado para tal. No sentido das reflexões sobre os papéis dos sujeitos e objetos segundo a tradicional teoria da comunicação e sua transposição ao novo epouco explorado tema da crise da epistemologia da comunicação com o advento do cyberspace, pesquisadores buscam uma posição de análise para a contextualização do receptor na internet. Considerando uma das palavras-mestras de nosso tempo, para utilizar uma expressão de Edgar Morin(1984), a interatividade traz à tona uma nova forma de consumo dos conteúdos comunicacionais e, ao mesmo tempo, surge comouma nova forma de laços entre as pessoas, numa noção de tecno-socialidade.(Maffesoli,1996) É pertinente a exposição da passagem de um receptor passivo a um receptor interativo, termo mais apropriado que receptor ativo, por ser visto, desde este ponto de vista, como a relação que se estabelece no contexto da superexposição às interatividades comunicacionais. O receptor, por haver sido considerado umelemento passivo, segundo a escola funcionalista, não necessariamente deixou de ser passivo pela superação
www.compos.org.br/e-compos Agosto de 2007 - 2/7

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científica deste tipo de análise. Na verdade o receptor tem um instrumental baseado, na “tecnoburocracia da interatividade”(Trivinho in Martins e Silva, 1999),para relacionar-se com os produtores das informações que lhe interessam, mas no olho do furacão frankfurtiano se pode considerar que o receptor jamais tenha sido passivo. Esta foi uma grande intenção de poder dos emissores e dos pensadores dos poderes da comunicação. Ou seja, um deslocamento no olhar da questão não implica que a descoberta do receptor-sujeito da pós-modernidade e da era digital...
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