Arquitetura

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  • Publicado : 10 de abril de 2012
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http://www.camarasverdes.pt/tema-especial/623-cidades-sustentaveis-o-desafio-urbano.html
http://www.camarasverdes.pt/tema-especial/582-edificios-sustentaveis-em-cidade-inteligentes-solucoes-made-in-portugal.html
As megacidades crescem. O consumo, tal como a poluição, aumenta. Os espaços verdes encolhem. Os recursos diminuem. Não há nada mais insustentável que a cidade, defendem os ecologistas.O futuro passa por encontrar e repensar modelos urbanos sustentáveis, argumentam arquitectos, autarcas e restantes membros da sociedade, empenhados em recuperar, no espaço e no tempo, a qualidade de vida.
As cidades são, por definição, sistemas complexos que dependem de factores externos. O princípio da sustentabilidade, por sua vez, está associado à auto-suficiência, implicando o consumo e aeliminação de resíduos no mesmo espaço.
Face à nova realidade dos centos urbanos, tornou-se necessário projectar o termo “desenvolvimento sustentável”, ou seja, um equilíbrio sócio-ambiental que sirva de base a uma nova organização social que necessita de ser estabelecida para a sobrevivência humana.
Os aglomerados urbanos são geradores de elevados consumos energéticos, aumentos de poluiçãoatmosférica, entre outros desequilíbrios que não se esgotam nas consequências ambientais da libertação de gases com efeito de estufa. A poluição do ar, do ruído, a substituição do espaço verde e público por estradas são factores com sérias implicações económicas, sociais e sanitárias.
“Uma cidade sustentável está organizada de modo a que todos os seus habitantes possam satisfazer as necessidades básicase aumentar o seu bem-estar sem danificar o mundo natural ou pôr em risco as condições de vida de outros, agora e no futuro”: A definição é apresentada na obra “Creating Sustainable Cities, Green Books”. Definições à parte, o Relatório Brundtland é uma referência na matéria, por contribuir com as três dimensões essenciais ao conceito de desenvolvimento sustentável: sociedade-economia-ambiente.Cidades dispersasA dispersão suburbana desenvolvida nas últimas décadas não se tem, no entanto, revelado uma solução sustentável, e os motivos vão além dos elevados consumos energéticos associados ao transporte.
Cidade compacta Os mesmos espaços podem ser utilizados para diferentes actividades, do trabalho ao lazer, com implicações na diminuição da mobilidade, o sector mais sensível na questãoambiental. Aparentemente sustentável, a cidade compacta, porém, não reúne consensos.
Recentemente, um outro modelo – short cycles city – defende que a cidade, além de compacta, deve ser verde, uma vez que os espaços verdes aumentam as possibilidades de lazer e, por outro lado, influenciam o microclima e reduzem os níveis de poluição.
Apesar da convergência para um certo grau de densificação quecombata as tendências de dispersão, parecem não existir modelos universais para a sustentabilidade.
Poderá ser complexo alterar uma cidade já desenvolvida, mas as autarquias podem promover medidas sustentáveis - a nível de planeamento espacial, melhoria do sistema de transportes públicos, incentivos à utilização de veículos mais eficientes -, que a tornem menos dependente em termos energéticos. Oterritório do futuro parte do principio de que a sustentabilidade é um processo que evolui e depende da alteração das condições sociais, ambientais e económicas. Por isso mesmo, o modelo, por si só, é insuficiente – necessita de ser conjugado com políticas de transportes, económicas, sociais e ambientais, e que tenham em conta a mudança de estilos de vida. 

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Directamente associado ao desenvolvimento urbano sustentável, o Fundo JESSICA
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