Arquitetura moderna - paulo mendes da rocha

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|  |Arquitetura Moderna, Paulo Mendes da Rocha, Cidade |
| |André Augusto de Almeida Alves |


Paulo Mendes da Rocha, arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura eUrbanismo da Universidade Mackenzie em 1954 e cuja obra, segundo aponta Josep Maria Montaner, "tem devolvido à arquitetura brasileira o protagonismo e a fragrância que teve nos anos quarenta"1, é um dos principais expoentes de uma geração de arquitetos paulistas, formada a partir de 1951 nas duas primeiras faculdades de arquitetura e urbanismo do Estado de São Paulo, da Universidade Mackenzie e daUniversidade de São Paulo, fundadas respectivamente em 1947 e 1948. Uma geração de arquitetos que, junto com seus companheiros das outras partes do país, - é a partir desta época que São Paulo e Rio de Janeiro deixarão de ser os únicos pólos de produção, discussão e difusão de arquitetura moderna, bem como de formação de arquitetos modernos - será responsável pelo desenvolvimento da arquiteturabrasileira a partir da década de 60, marcada pela inauguração de Brasília, auge e apogeu do processo a que se refere Montaner.

Paulo Mendes da Rocha e a Arquitetura Moderna e Brasileira
O estudo da Arquitetura Moderna, antes de ater-se à arquitetura produzida a partir dos conceitos estabelecidos por mestres como Le Corbusier, Gropius e Mies van der Rohe, deve constituir-se na reconstrução de umprocesso - um processo muitas vezes esquecido, onde a arquitetura moderna, antes de ser aquela produzida paralelamente às vanguardas artísticas do século XX e que posteriormente transformou-se em international style, é a arquitetura que, intimamente ligada ao urbanismo, se desenvolve a partir do surgimento da indústria e da cidade industrial. A arquitetura e o urbanismo modernos, assim, remontam àRevolução Industrial, e fazem parte de um processo histórico que alcança os dias atuais.
É esta linha de pensamento que nos impele a destacar a contribuição, através de conquistas parciais - e talvez por isso muitas vezes questionada ou mesmo desconsiderada - de arquitetos como Victor Dubugras, Júlio de Abreu, Flávio de Carvalho, Warchavchik e Rino Levi, entre outros, atuantes já antes das visitas deLe Corbusier ao Brasil, em 1929 e 1936. Além disso, é o raciocínio que nos permite compreender o desenvolvimento da arquitetura brasileira a partir da década de 60, possibilitando até mesmo reflexões sobre o futuro. Ao contrário, a definição de Arquitetura Moderna como aquela constituída de pilotis, estrutura independente, planta e fachadas livres e teto jardim, e outras definições igualmenteformais, constituíram barreiras interpretativas intransponíveis que resultaram, por exemplo, na negação do Movimento Moderno, em favor do Pós-Modernismo.
Deste modo, mais importante que as formas criadas pelos mestres europeus, foi a ruptura por eles efetuada, não com o passado em si, mas com a noção de tradição arraigada na arquitetura acadêmica, avessa à evolução e cujo combate se fazia necessário,e na qual o passado se inseria como elemento central. Aliás, a grande obra dos mestres europeus foi a criação da tradição de se negar a tradição, ou seja, de se buscar a cada instante soluções novas para os novos problemas, que a partir de então surgiam também a cada instante, e que hoje continuam a surgir.
É assim que nasce a arquitetura moderna brasileira: com a Estação Ferroviária deMairinque, os atos heréticos e heróicos de Flávio de Carvalho, os artigos publicados por Rino Levi e Warchavchik; a casa da rua Santa Cruz e seu jardim tropical projetado por Mina Klabin, a conversão de Lúcio Costa à arquitetura moderna...
Especial atenção deve ser dispensada a Lúcio Costa, arquiteto possuidor de privilegiada inteligência e formação cultural, características que o tornarão o líder...
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