Arquiteto e urbanista

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LAUDO TÉCNICO

                            Arthur Gualberto, Arquiteto e Urbanista, registrado no CREA-GO sob nº 9271/D, com experiência em patologias inerentes a revestimentos e infiltração em edifícios de médio e grande porte, no âmbito da Engenharia Civil, e conforme solicitação da Srª Rose, síndica do condomínio, apresenta seu parecer técnico conforme segue:1 - Considerações preliminares

1.1 - Finalidade

                        Tem o presente a finalidade de relatar as anomalias relacionadas à estabilidade do revestimento externo (fachada), e infiltrações referentes às áreas comuns e privativas do Edifício, cuja denominação é Condomínio Residencial Saint James Park, localizado na Avenida T-4, Quadra 149, Lotes de nº 1 a 6, Setor Bueno, NestaCapital, conforme vistoria efetuada in-loco em Setembro/Outubro de 2011 visando orientação para correção das anomalias apresentadas.

2 – Características do Edifício objeto do presente estudo

                        Edifício de condomínio residencial constituído por duas torres interligadas compostas por subsolo, pavimento térreo e 21 andares, sendo os dois últimos denominados coberturas,apresentando idade aparente de 20 anos de construção.

3 – Histórico apresentado na fachada externa da torre “A” e “B”

O revestimento externo apresenta inúmeras patologias, tais como fissuras e trincas externas, desplacamentos do reboco e regiões pulverulentas (massa podre).

A causa preponderante para o surgimento da pulverulência (massa podre)e desplacamentos do reboco é a percolação continuada de umidade de dentro para fora, tais como: infiltrações em revestimentos cerâmicos de piscina, piso de área molhada e floreiras com sistemas de impermeabilização antigos.

A partir do momento em que a pulverulencia do reboco aflorou (perfurou) o revestimento impermeável (tinta antiga) surgiram pontos vulneráveis quepermitiram a infiltração das águas de chuva agravando dessa forma a patologia pré-existente.

O agravamento das demais patologias (trincas e fissuras) se deu também devido à falta de manutenção no que dizem respeito à impermeabilização (pintura) externa que sofreu deterioração da camada impermeável (perda de resina da tinta) por calcinação devido ao tempo excessivo deexposição às intempéries, bem como o provável excesso de finos na argamassa de reboco e dosagem inadequada de aglomerante (cimento) e plastificante (cal hidratada), não descartando também, causas como as de movimentação estrutural devido à dilatação térmica.

3.1 - Considerações sobre a fachada externa da torre “A” e “B”:

                        Não estando mais o revestimento (reboco) protegido daumidade externa e interna (umidade percolante devido a falhas de impermeabilização), o mesmo passou a absorver parte da água direta das chuvas e das áreas úmidas internas, sendo dessa forma submetido ao trabalho constante de dilatação e contração pelo ganho e perda de umidade de forma sequencial e constante ao longo dos anos.

                        Não obstante o edifício foi ganhando idade etendo manutenção interna (vazamentos) e externa precária (pintura), quase inexistente.

                        Ocorre nesse quesito que o edifício, pela sua idade aparente, sugere pontos não facilmente detectáveis (ocultos) de percolação de água de dentro para fora devido a infiltrações provenientes de rejuntes de piscina, floreiras, piso do pilotís, piso da área descoberta dos apartamentosdesignados cobertura e pequenos vazamentos nas redes internas de esgoto e água fria.

                        Dada a urgência de se efetuar a recuperação do reboco e uma nova pintura para estanqueidade do reboco externo, (sob pena, em médio prazo, de perda de todo o reboco pelo seu provável descolamento das alvenarias com formação de extensas placas soltas caso a reparação não seja executada), a...
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