Arquiteta e urbanista

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  • Publicado : 14 de abril de 2013
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Infelizmente, documentários são filmes pouco difundidos comercialmente e com público bastante restrito. Muitos os consideram chatos, como uma reportagem cansativa e interminável. Em algunscasos é verdade, mas na grande maioria deles, os documentaristas nos apresentam uma verdadeira obra-prima inspirada pela realidade, matéria-prima desse cinema de público seleto. "Nós que aquiestamos por vós esperamos" (1999), do diretor Marcelo Masagão, entra nessa lista de documentários marcantes que fogem da regra de simplesmente retratar a realidade, ele sabe que essa função é dojornalismo, ao cinema documental cabe interpretar e poetizar essa realidade. E é isso que ele faz, poesia. "Nós que aqui estamos por vós esperamos" é um paralelo cinematográfico do livro "Era dosExtremos", do historiador Eric Hobsbawn, que narra a história do século XX, o período de maior transformação da Humanidade. Utilizando imagens de arquivo que foram produzidas durante todo o século,em diferentes partes do mundo, o documentário cria histórias, personagens e situações que, mesmo não sendo reais, poderiam ter sido. O que importa é que o universo micro que ele cria, serve demetáfora para falar do macro, narrando o contexto social, cultural e humano do século que mudou o mundo em velocidade máxima. A maneira como Masagão conecta essas imagens de arquivo (que nãopossuem nenhum vínculo entre elas) com as histórias que cria, transforma o documentário em uma poesia visual requintada, que expressa sentimento, anseios e verdades que também são nossas, afinalsomos todos filhos e filhas do século XX. Documentários como "Nós que aqui estamos por vós esperamos", precisam ser vistos não por narrar fatos que dizem respeito a todos nós, mas por trazer àtona os sentimentos, anseios e medos que nos movem. Eles precisam ser vistos porque ao falarem dos outros, dizem muito sobre nós. Fazendo poesia com o passado, Masagão nos impele a sonhar o futuro.
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