Arcadismo

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Religiosidade

O período até aqui estudado tem se apresentado um período muito religioso e demasiado crente que tanto humilia o homem perante o seu criador, pois ocorreu numa época em que a maioria do povo não ligava para o seu criador.
A igreja pelo racionalismo fez com que o homem perder-se entre dois polos, como céu X inferno.
No período do barroco havia uma exaltação maior dos sentimentose não da razão diferente do período do renascimento onde exaltava-se a razão e não os sentimentos das pessoas ou seja qualquer coisa valia mais do que o sentimento de uma pessoa.
A religiosidade Barroca esta em tudo inclusivel nas artes, como as esculturas de Santos e de Anjos que o mestre da escultura o Aleijadinho fazia.
Nesta época a igreja queria dominar a mente das pessoas, ou seja, queriaque as pessoas pensassem como eles, já que a igreja e sues membros tinham a maior parte do poder político se não quase todo.

Gregório de Matos:

            Nascido na Bahia, de família rica, começou seus estudos com os jesuítas e posteriormente foi à metrópole para estudar direito na faculdade de Coimbra. Casou e foi magistrado, até que ficou viúvo e voltou ao Brasil, na Bahia, onde levouuma vida boêmia, improvisando seus versos, estes nem sempre agradáveis a todos.
            A forte influência de Gôngora e Quevedo (o poeta chegou a transcrever para a língua portuguesa esquemas poéticos destes) em sua obra levanta questionamentos por parte de alguns críticos quanto à originalidade atribuída a Gregório. Porém, deve-se levar em conta neste julgamento que naquela época asinterferências, intertextualidades e adaptações eram vista como uma homenagem ao outro autor, sendo que a imitação não tinha o valor negativo que assume a partir do Romantismo. Por outro lado, soma-se ainda à defesa da criação do poeta o fato de que ele incorporou aos seus poemas coloquialismos, gírias, tupinismos, africanismos e expressões típicas da época, consagrando-se como o primeiro escritor a fazerum retrato de sua terra e de sua gente.
            A obra poética de Gregório de Matos permaneceu inédita durante toda a sua vida, sendo organizada postumamente a partir de cópias manuscritas que circulavam entre o povo e por via oral, já que muitos decoravam os poemas. Por não ter deixado registro do que escrevia, muito se perdeu dos poemas deste autor, e muitos dos que se atribuiu a ele nãolhes pertenciam de fato. De sua obra, não temos nem uma edição crítica, e nas organizações de poemas os textos variam de edição para edição.
            A Academia Brasileira de Letras fez editar, em 1923, uma suposta Obra Completa sob responsabilidade de Afrânio Peixoto.
            Gregório escreveu poesia sacra, amorosa, encomiástica, filosófica e satírica.

Poesia sacra: Expressa ainsignificância do homem perante Deus, a consciência do pecado e a busca do perdão. Mas o tema religioso também foi muito usado apenas como pretexto para o exercício poético. Exemplo: “Esta razão me obriga a confiar, / Que, por mais que pequei, neste conflito / Espero em vosso amor de me salvar.” (“A Cristo N.S. crucificado, estando o poeta na última hora de sua vida”).

Poesia amorosa: Conflito entrecarne e espírito. Oscila entre a atitude contemplativa do amor elevado, sublime (à maneira de Camões) e a obscenidade do amor carnal. Na primeira postura, o poeta fala de um amor platônico por uma moça branca, de condição social elevada, mas se vale da segunda atitude, libertando a libido e erotismo, de maneira até mesmo agressiva, quando a sua musa é uma mulher de condição social inferior,notadamente as mulatas (muito presentes, por sinal, na obra do escritor).Exemplo 1: “Anjo no nome, Angélica na cara! / Isso é ser flor e Anjo juntamente: / Ser Angélica flor e Anjo florente, / Em quem, senão em vós, se uniformara?” (“A D. Ângela”). Exemplo 2: “Minha rica mulatinha, / (...) / se acaso minha quês ser, / que todo me hei de acender / em ser teu amante fino / pois por ti já perco o tino, / e...
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