ARBOVIROSE AMAZONIA

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Os arbovírus podem ser transmitidos para o homem e animais domésticos, em dois contextos diferentes: ciclo silvestre ou rural e ciclo de transmissão urbano. No primeiro caso, as pessoas e animais se infectam ao entrarem nas áreas enzoóticas (áreas silvestres de circulação do vírus) ou quando ocorre uma extensão da atividade viral destas áreas para os locais próximos ocupados pelo homem.

* No segundo caso, hospedeiro infectado em outro local com circulação do vírus, pode iniciar um ciclo "urbano" (em vilas ou cidades) envolvendo vetor doméstico capaz de transferir este vírus para pessoas ou animais, domésticos ou sinantrópicos, em alguns casos como epizootia ou epidemia. A febre amarela urbana, no passado, foi um exemplo de arbovirose disseminada em virtude das condições favoráveis criadas pelo homem à multiplicação do Aedes aegypti em ambiente urbano. Outro exemplo de transmissão em cidades foi o aparecimento e disseminação de epidemias causadas pelo vírus Oropouche na Amazônia, considerando as alterações produzidas em centros urbanos da região que favoreceram a proliferação do vetor Cullicoides paraensis, e a melhoria de transporte entre as comunidades urbanas da região, aumentando a circulação de pessoas e animais.

* A relação de vertebrados e vetores suscetíveis em densidades críticas, em um ambiente favorável, constitui fator fundamental para a persistência de determinado arbovírus.

* Vários fatores influenciam na participação de vertebrados no ciclo dos arbovírus e as espécies não contribuem igualmente nesta transmissão. Vertebrados e vetores responsáveis pela permanência do ciclo de arbovírus por tempo prolongado são chamados hospedeiros de manutenção. Estes vertebrados são suscetíveis à infecção, desenvolvem viremia (quantidade de vírus no sangue) com magnitude e duração suficientes para infectar vetores hematófagos suscetíveis, e seu ciclo vital deve possibilitar acúmulo de indivíduos suscetíveis suficiente no período de transmissão ativa do

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