Araújo, ricardo benzaquen de. guerra e paz – casa grande & senzala e a obra de gilberto freire nos anos 30. ed. 34.pp 7-199

1200 palavras 5 páginas
ARAÚJO, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz – Casa Grande & Senzala e a obra de Gilberto Freire nos anos 30. Ed. 34.pp 7-199.
Este livro se dedica sobretudo à analise de "Casa - Grande" e "Senzala de Gilberto Freire" e pretende demonstrar que ele ali trabalha com uma acepção híbrida, plástica e ambígua do conceito de sociedade, em que as partes que compõem - permeadas pelo excesso - se aproximam sem que isso envolva necessariamente fusão, síntese ou sequer um relacionamento mais orgânico entre elas. "Guerra e Paz" discute também, de forma complementar, outros textos publicados pelo autor na década de 30, examinando as transformações e continuidades experimentadas pela sua concepção da época colonial sob o impacto do processo civilizador que caracterizaria o nosso século XIX. Avalia, por fim, como a própria redação de "Casa-Grande" e "Senzala", marcada pela oralidade, significa uma relativa reafirmação - por caminhos diversos e nem sempre compatíveis - do compromisso de Gilberto Freyre com valores tais como o sincretismo, o paradoxo e a instabilidade, extremamente importantes na sua obra.
Gilberto Freyre pertence a uma linhagem de ensaístas que desenvolvem seus trabalhos na década de 30, sendo que a essa família pertencem também Caio Prado Jr. E Sérgio Buarque de Holanda, os quais desenvolvem seus estudos dentro de quadro analítico bastante diferenciado. Há que se considerar que tais autores independem de ou precedem, nas áreas específicas e que se dedicam, uma cultura de caráter universitário. O traço mais geral desses trabalhos, que encontram seus primeiros delineamentos na década anterior, é uma obsessão explicativa do Brasil. Essas discussões, feitas por autores ligados a várias áreas do conhecimento e de diferentes filiações teóricas, abandonam progressivamente a marca de lamentação sobre a inexistência de uma cultura brasileira característica do ensaísmo de 20, para voltar-se à busca das raízes de nossa formação. Essa mudança explicita-se no debate sobre a

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