Araweté

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CIÊNCIAS ECONÔMICAS HOMEM E SOCIEDADE Profª KÊNIA KAMP

Araweté

DANIELA APARECIDA DE OLIVEIRA – RA: 9181709 FABIANA GONÇALVES – RA: A797917 PEDRO HENRIQUE SCUCIATO DE SOUZA – RA: B071133 TALITA DOS SANTOS TEIXEIRA – RA: 826ED3 VINÍCIUS DE CASTRO CONTARIN – RA: B016868

Sumário
Introdução.................................................................................................................. 3 História e contato ...................................................................................................... 3 Economia, produção e tecnologia: a subsistência dos Araweté .......................... 5 Mitos e Rituais ........................................................................................................... 6 Cosmologia examanismo ........................................................................................ 7 A morte .................................................................................................................... 7 Questões atuais de relacionamento com a sociedade nacional ........................... 8 Outras questões que afetam os Araweté................................................................ 9 Conclusão ................................................................................................................ 10 Referências Bibliográficas ..................................................................................... 10

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Introdução
Este trabalho apresenta de forma sucinta os indígenas Araweté, que vivem às margens do rio Ipixuna, no estado do Pará.Segundo dados da Funasa, em 2010, o povo era composto por 398 pessoas, cuja família linguística é o tupi-guarani. O trabalho também aborda sobre a questão do empreendimento da Hidrelétrica Belo Monte, já que há a preocupação de que sua construção possa causar impactos negativos às comunidades da região, incluindo os Araweté.

História e contato
Provavelmente os Araweté vivem há anos ou atémesmo há séculos nas regiões florestais próximas aos rios Xingu e Tocantins. Sua história é marcada por muitos conflitos com outras tribos e vários deslocamentos. Eles começaram a serem observados pela Funai oficialmente em 1969. Por meio da "Frente de Atração do Ipixuna" aconteceram contatos pontuais com os Araweté, até então nunca tendo sido suas aldeias visitadas. Então em janeiro de 1976, deu-seseu primeiro “contato” com a Funai quando eles fugiam dos Parakanã, uma outra tribo, quando se deslocaram às cabeceiras do rio Bacajá, no estado do Pará. Eles queriam “amansar” os brancos, ou seja, eles acreditavam que não seriam pacificados pelos brancos, mas sim o inverso. A Funai encontrou-os em situação degradante: famintos e doentes (devido ao contato com os chamados brancos do “beiradão”).Então, sertanistas da Funai resolveram que os levariam até o Posto mais próximo dali para tratá-los e iniciaram uma longa caminhada pela mata, que durou 17 dias.

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A caminhada foi dura em virtude das mazelas que atingiram os Araweté e muitos morreram: foram 66. Contraíram conjuntivite com os brancos do “beiradão” e por isso não conseguiam enxergar o percurso, o que fazia com que eles seperdessem ou morressem de fome. Alguns doentes pediam para serem deixados para trás para que morressem em paz e alguns adultos matavam crianças que se tornaram órfãs, numa atitude desesperada. Inicialmente, chegaram apenas 27 deles com os sertanistas no posto da Funai. Uns chegaram depois e outros se afastaram para antigas aldeias. Mas houve novo ataque dos Parakanã e então o restante dos quesobreviveram a caminhada chegaram ao posto da Funai. Quando os Araweté chegaram junto com os sertanistas à Funai relataram 77 desaparecidos. Foi constatado que 3 deles morreram neste último ataque dos Parakanã, o que presume-se que 73 morreram em virtude do contato e da caminhada. O contato com os brancos não foi fácil em virtude de discrepâncias culturais. Juízos de caráter diversos e outras práticas...
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