Aquisicao

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O CASO EM ESTUDO: A AQUISIÇÃO DO BANCO NOROESTE PELO BANCO SANTANDER
Agnaldo de Jesus Rossini; João Marcelo Crubellate; Ariston Azevêdo Mendes
O Grupo Santander é de origem espanhola e tem presença em vários países, contando com 8.691 agências, 106.500 funcionários e 22 milhões de clientes, de acordo com dados do início de 1999.
O processo de aquisição, que é objeto do presente estudo, teveinício no primeiro trimestre de 1998. O primeiro sinal de que realmente havia interesse na aquisição do Banco Noroeste pelo Grupo Santander, segundo fontes internas, foi a presença de auditores com "sotaque castelhano" nos corredores da matriz do Banco Noroeste. Logo não haveria mais como esconder que o processo já entrava em vias de tornar-se realidade. Essa, entretanto, não seria a primeiramovimentação do grupo espanhol para a entrada no mercado financeiro do Brasil. Na verdade, o Banco Santander entrou no mercado brasileiro com a compra do Banco Geral do Comércio, compondo-se então o grupo Banco Santander do Brasil. Autorizado pelo Banco Central, o Banco Santander do Brasil passou a analisar outras possibilidades de aquisições, com a finalidade de rápida expansão no mercado brasileiro eganho em carteira de clientes. Enfim, a compra do Banco Noroeste se concretizou em meados de julho de 1998, após várias negociações, com um valor divulgado em torno de R$ 480 milhões.
Em termos da Agência Maringá, a notícia da compra foi inicialmente recebida como boa novidade pelos funcionários do Banco Noroeste. Todas as informações obtidas a respeito da atuação internacional do Banco Santandereram favoráveis: no ano anterior o grupo havia alcançado ótimos resultados no seu balanço final. A divulgação da compra foi inicialmente realizada de forma discreta pela imprensa, o que foi positivo para o banco, porque evitou maiores preocupações entre acionistas e clientes.
No mês seguinte, agosto de 1998, todos os gerentes das agências do Banco Noroeste foram convocados para uma reunião em SãoPaulo com o Presidente do Banco Santander. Na recepção desta primeira reunião, foram distribuídas camisetas com a logomarca Santander, sendo solicitado aos gerentes que as vestissem para participar da reunião, ressaltando-se que a partir daquela data "todos eram funcionários do Banco Santander". Em apenas um final de semana todas as agências no país passaram a utilizar a bandeira do BancoSantander nas suas dependências físicas. Todos os formulários, painéis, fachadas, placas, canetas, broches, chaveiros e réguas foram mudados. Em comunicado interno, solicitou-se a todos os funcionários que rasgassem o talão de cheques do Banco Noroeste e passassem a usar somente o do Banco Santander.
Após essa ênfase na imediata reformulação dos artefatos, certo clima de receio começou a predominarentre os funcionários da agência. No mesmo período, o setor de recursos humanos do grupo enviou mala direta a cada funcionário, afirmando que não ocorreriam demissões e que o quadro seria aproveitado no novo grupo, principalmente nas novas agências a serem abertas pelo Banco Santander. Logo em seguida, implementou-se uma série de projetos na tentativa de demonstrar a valorização do funcionário no novobanco. Inicialmente, ocorreu uma avaliação de desempenho pessoal; depois, implantaram-se projetos como o Promove (promoção interna de funcionários) e o Banco de Sugestões, além de novos seguros de vida e outras medidas.
Em outubro de 1998, começou o processo de integração de sistemas informacionais entre as duas partes do grupo no Brasil, o Santander Noroeste e o Santander Brasil, antigo BancoGeral do Comércio. Concomitantemente, começou a ocorrer pressão por parte da matriz para o aumento da produtividade dos funcionários e o alcance dos objetivos prescritos para as agências. No fluxo dessas transformações gerenciais e operacionais, em janeiro de 1999, instala-se o programa de reengenharia de processos, com alterações significativas nos padrões operacionais até então costumeiros no...
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