Aprendizagem de pessoas com deficiência

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  • Publicado : 6 de novembro de 2011
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Parece haver no ambiente escolar uma descrença quanto à capacidade de aprendizagem das pessoas com necessidades especiais para executar tarefas complexas. Um possível caminho de busca destes métodos pode ser evidenciado pela literatura baseada na Análise Experimental do Comportamento. A AEC tem se constituído em uma das abordagens mais bem sucedidas no que diz respeito à produção de conhecimentossobre aprendizagem e à proposição de procedimentos específicos de ensino para indivíduos ditos normais, indivíduos com atraso no desenvolvimento e com problemas de aprendizagem (Carmo, 1997; Barros, 2001).
A AEC traz em seu bojo teórico inúmeras contribuições, dentre elas está o paradigma de equivalência de estímulos. Este tem sido considerado importante pela análise do comportamento por seupotencial de compreensão do comportamento humano complexo, principalmente a compreensão do simbolismo e da linguagem e por suas aplicabilidades práticas A proposição de que classes de equivalência seriam a base do comportamento simbólico que teve sua origem em um estudo realizado por Sidman (1971) ao estudar a emergência de novas relações condicionais.
Sidman, ensinou a um jovem com retardado,discriminações condicionais com tentativas de matching-to-sample envolvendo 20 palavras impressas e seus nomes ditados. Após esta etapa de treino, o participante foi submetido a testes para verificar se combinava as figuras com as respectivas palavras impressas, as palavras impressas com as respectivas figuras e se nomeava as palavras impressas, comportamentos emergentes, que não haviam sido ensinadosanteriormente. Além de nomear as 20 palavras impressas (comportamento textual), o participante também combinou figuras com palavras impressas e palavras impressas com figuras. Sidman (1971) considerou que as relações ensinadas entre palavra ditada e palavra impressa correspondiam à leitura receptiva e que as relações entre palavra impressa e palavra falada pelo sujeito correspondiam à leituraexpressiva oral. Os testes de equivalência, das palavras impressas e figuras e vice-versa correspondiam ao teste de leitura com compreensão. Assim, abriram-se novas perspectivas para a análise de habilidades de leitura sob o enfoque da análise comportamental.
A concepção de linguagem como comportamento simbólico tem sido descrita por meio do paradigma da equivalência de estímulos, definido porSidman (1971) e redefinido experimentalmente por Sidman e Tailby (1982). Para estes pesquisadores o comportamento simbólico pode ser compreendido por redes de relações arbitrárias entre estímulos; em uma rede, algumas relações são aprendidas diretamente, enquanto outras ocorrem por derivação, sem ensino direto, a partir da aprendizagem inicial.
De acordo com o modelo de Sidman, é possível simularas aprendizagens cotidianas ensinando uma criança a relacionar, por exemplo, um conjunto de estímulos como palavras ditadas (conjunto A), a outro conjunto de estímulos como figuras (conjunto B). Tal relação poderia ser ensinada da seguinte maneira: o professor ou experimentador dita a palavra “bolo” e a criança é ensinada a selecionar a figura de um bolo, entre outras figuras apresentadassimultaneamente. Em nova oportunidade, a palavra “suco” é ditada, mas apesar da figura do bolo estar disponível, a figura a ser selecionada deve ser correspondente à nova palavra ditada, neste caso, a figura do suco. Esta é uma tarefa de emparelhamento com o modelo típico (matching típico): a palavra ditada é o estímulo modelo e as figuras são estímulos de comparação ou de escolha. Para cada modelo, háapenas um estímulo de comparação correto e todos os outros estímulos de comparação são incorretos. Diferentes modelos se alternam ao longo de tentativas sucessivas. Em situação de ensino, as respostas de escolha são seguidas por consequências diferenciais, ou seja, respostas corretas são reforçadas e escolhas incorretas não são seguidas de reforço (de Rose, 2004; Dube, 1996; Saunders & Green,...
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