Aprender a morrer

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  • Publicado : 21 de novembro de 2012
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APRENDER A MORRER
Já que a morte nos assombra, de um certo ponto de vista ela nos protege, porque o medo desta faz com que nós tenhamos um instinto de proteção que nos afasta dela.
Quando perdemos pessoas que amamos, gostamos ou temos algum tipo de afeto, idealizamos lugares perfeitos e melhores do que a Terra com o amparo da nossa Fé. Por exemplo, idealizando o "Paraíso" após a morte, oNirvana, a reencarnação.
De acordo com Fédon, a morte é uma escolha que quando chegamos naquela momento, não podemos ter piedade, dó nem compaixão daquela pessoa, pois foi essa quem escolheu essa situação.
A morte de Sócrates, veio a partir do momento em que ele passa a rejeitar os desejos humanos e passa a buscar somente a sabedoria.
Platão disse que Sócrates seria purificado quando eletranscendesse a barreira entre o corpo e a alma. Para Sócrates, apenas quem reconhece o valor da morte e da vida são os deuses.
Para Epicuro, a morte não signifca nada. Uma vez que ninguém viveu a experiência da morte e voltou para explicar-nos. Mais do que ter a alma imortal, vale a maneira pela qual escolhemos viver. Epicuro, defendia uma posição hedonista porque, para ele, o bem se encontra no prazer, ouseja, se nós não encontramos o prazer na morte, teremos medo dela.
Montaigne diz que a morte é a liberdade e que não devemos temê-la, uma vez que essa sempre vai chegar para todos nós.
Segundo Heidegger, o que nos traz medo, não é a morte mas a possibilidade de não existir. Algumas pessoas não acreditam na morte porque talvez, não acreditando nesta, possam "atrasá-la" e quando chegar o dia,estarão mais tranquilas diante dessa situação.
Sartre, embora influenciado por Hedegger, diz que a morte é nossa única certeza e que essa certeza é a de que um nada nos espera. A morte, ao invés de ser o fim de todo o nosso sofrimento, tira todo o significado de nossa experiência com a vida.
Antigamente, o nascimento era escondido das crianças, mas em compensação, a morte era algo comum para umacriança ver. Nos dias atuais, as crianças, mesmo ainda muito pequenas, estão cada vez mais sabendo como é que se nasce uma criança, mas se surpreendem quando morre, por exemplo, o seu avô. Algumas vezes, os pais escondem de seus filhos a morte de um ente querido, diz que ele está com o "Papai do Céu" ou que ele agora está num belo jardim, com flores, frutos e apenas coisas alegres, ou seja, no"Paraíso".
Podemos dizer que a morte é um assunto bastante democrático, porque morrem, ricos e pobres, jovens, crianças, bebês, idosos, adultos e todos os tipos de pessoas. Além disso, temos vários tipos de mortes, aqueles que se suicidam, aqueles que são assassinados, aqueles que morrem por alguma doença (seja esta acometida há muito tempo ou há pouco). Entretanto, existem "assassinatos" menosaparentes, ou seja, quando alguém induz uma briga, falta de saneamento básico, falta de uma boa saúde pública, falta de conhecimento (estudo), disputas por terras, altas taxas de mortalidade infantil, entre outras.
Com a história, pudemos perceber que houveram várias formas de morte, por conta do preconceito, como por exemplo, o holocausto, que foi cometido pela prepotência da raça Ariana em achar queeram melhores do que os demais (Nazismo), por preconceito do branco contra o negro ou judeus, dos portugueses contra os índios, dos europeus contra os brasileiros e até mesmo, sem levar em conta a etnia, mortes por preconceitos sociais.
Todos nós, matamos as pessoas sem perceber; mesmo um moribundo que tem toda a assistência médica, muitas vezes, não tem alguém que lhe dê atenção, que vá lhevisitiar num leito de hospital, que saiba separar um tempo para poder conversar com ele ou apenas estar perto para que possa ampará-lo, sendo assim, pode cair em depressão e não ter forças para lutar contra a sua doença. Dessa maneira, esta vai lhe acomentendo cada vez mais e isso pode causar-lhe a morte. As soluções propostas pela morte nos exige reflexões éticas.
A medicina paliativa, ensina o...
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