Aprender antropologia cap3

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  • Publicado : 11 de abril de 2012
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O Tempo dos Pioneiros: Os Pesquisadores Eruditos e a Atividade Científica do Século XIX



A atividade científica do século XIX foi tipicamente oriunda do emergente contexto político no qual asconquistas coloniais das metrópoles européias configuram a antropologia moderna: momento em que o pesquisador acompanha os colonos. A África, Índia e os países da Oceania (focos da colonizaçãoeuropéia) constituem os locais de reflexões das primeiras grandes obras de antropologia.
Os nativos destas regiões são descritos como primitivos, o ancestral dos civilizados, instante em que os antropólogostêm como objetivo o estabelecimento de um corpus etnográfico da humanidade. Gerando daí a Antropologia Evolucionista, que afirma que existe uma espécie humana idêntica, mas que se desenvolve em ritmosdesiguais; no qual todos os povos passarão pelos mesmos estágios para ao final alcançarem o “nível” da “civilização” que caracterizavam os países europeus.
Podemos citar três preocupações centraisdessas investigações antropológicas: a descrição das populações mais “arcaicas” do mundo (aborígenes australianos), o estudo do parentesco para legitimar a anterioridade histórica dos locais estudados eo estudo das religiões que deterá uma visão de que essas crenças representariam uma fase anterior da história da humanidade (que logo evoluiria da fase religiosa para a científica).
Deve-se observaras constantes críticas ao pensamento evolucionista dessa época, a primeira é o erro dos antropólogos em apontar erroneamente o “atraso” das sociedades analisadas, considerando o desenvolvimentotecnológico da sociedade ocidental como prova da evolução histórica da humanidade. As sociedades fora do eixo ocidental estariam num estágio anterior e menos desenvolvido em relação aos países europeus.
Asegunda crítica é feita em relação à ação do pesquisador. Pois este quando define de um lado o seu objeto de pesquisa (sociedades não-ocidentais) em contrapartida as supostas “vantagens” do mundo...
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