Apologia de socrates

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FACULDADE SÃO LUIS
MARCUS PAULO PEREIRA MATOS

“APOLOGIA DE SÓCRATES”: Resenha

SÃO LUIS
2012
MARCUS PAULO PEREIRA MATOS

“APOLOGIA DE SÓCRATES”: RESENHA

Trabalho destinado à disciplina de Filosofia e Ética Profissional, sob a orientação da professora Maristhela Rodrigues, com o intuito de analisar criticamente aobra de Platão “Apologia de Sócrates”.

SÃO LUIS
2012
Nascido em Atenas, Platão (427 a.C. - 347 a.C.) foi um dos principais pensadores gregos. Além de filósofo, também era matemático. Dentre suas obras mais conhecidas estão Apologia de Sócrates, O Banquete e A República. Destacam-se também seus diversos diálogos, ainda que sua autenticidade seja duvidosa. Platão gozava da amizade e dosensinamentos de Sócrates, sendo assim seu discípulo. Após a morte de seu mestre, tornou-se o fundador da Academia, localizada em Atenas. Esta, por sua vez, fora a primeira instituição de ensino superior do ocidente, a qual se destinava à investigação filosófica. Platão esteve na direção desta escola até o final de sua vida.
Na obra conhecida como Apologia de Sócrates, são apresentados a defesa e osargumentos do filósofo em seu julgamento. Ele fora acusado de corromper jovens, negar a existência dos Deuses reconhecidos pelo Estado e pregar sobre novas Divindades.
Durante sua vida, Sócrates fazia indagações às pessoas, não para irritá-las, mas para instigá-las, realizando debates. Dentre os que o ouviam, estavam os jovens. Estes, por sua vez, interessavam-se a ponto de desenvolver suaspróprias pesquisas.
De certa forma, pode-se afirmar que Sócrates fora julgado por questões meramente políticas. O filósofo contrariou o Estado quando afirmou a existência de outras divindades que não eram reconhecidas pelos mesmos e repassou suas descobertas ao público.
Ao final no julgamento Sócrates fora condenado à morte. Sua condenação se deu pelo fato de ele afirmar que, se não morresse, nãoaceitaria viver na mentira. Sua felicidade era cumprir o que acreditava e passar isso para seus alunos.
Durante seu julgamento, Sócrates afirma que se utilizará apenas dos mesmos raciocínios usados para se apresentar em público, de uma forma muito simples. Ele não se julga “hábil com as palavras”, mas sim como quem diz nada além da verdade.
Ao contrário das acusações de Meleto, Sócrates afirmaque os jovens o seguiam espontaneamente e utilizavam os aprendizados para examinar outras pessoas por conta própria. Os examinados, por sua vez, juntavam-se a Sócrates e aos seus alunos. Assim surgiu a ideia de que Sócrates corrompe os jovens.
Como primeiro argumento, Sócrates defendeu-se afirmando que ao consultar Pitonísia – uma sacerdotisa do tempo de Delfos -, esta afirmou que ele era ohomem mais sábio. Entretanto, Sócrates não reconhecia sua sabedoria. Por esse motivo decidiu procurar homens que se diziam mais sábios que ele. Eram estes poetas, políticos, oradores, entre outros. Eles, por sua vez, acreditavam inteiramente na sabedoria que supostamente possuíam. Pitonísia não reconheceu a sabedoria dos mesmos. Portanto Sócrates chegou a conclusão de que só é sábio quem nãoreconhece a sabedoria que possui.
Quando os “supostamente sábios” são indagados sobre o que Sócrates ensina, a resposta é o mesmo julgamento que paira sobre todos os outros filósofos: ensinar coisas celestes e terrenas e tornar a razão mais forte, quando esta parece débil. Eles respondiam dessa forma pois não queriam dizer a verdade: Sócrates concluiu que o saber deles era falso. Dessa forma surgiu oódio para com Sócrates. Segundo Platão ele era odiado pois dizia a verdade.
Quanto a acusação de Meleto, Sócrates não hesita em afirmar que o próprio acusador é quem comete o crime, brincando com coisas graves. Meleto assegura em um diálogo que todos são capazes de ensinar coisas boas aos jovens (os juízes, os senadores, a assembleia), exceto Sócrates. Ele também julga Sócrates como mau,...
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