Aos amigos e amigas

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  • Publicado : 2 de fevereiro de 2013
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Aos amigos e amigas

Hoje dia 31 de outubro de 2010 vivemos um momento importantíssimo na História do Brasil, elegemos a primeira MULHER para o comando máximo do país e olha que por alguns instantes dessa campanha cheguei a acreditar que isso era apenas um sonho.

Vale dizer que essa foi à eleição das mulheres, dei meu voto no primeiro turno a Marina Silva, sua ética e postura profissional,me levaram a querer e concordar com seu discurso de igualdade de oportunidades, e que mandássemos duas mulheres para o segundo turno das eleições nacionais. E quase deu certo, foi por muito pouco.

Devo admitir que nos últimos oito anos passamos por transformações incríveis e marcantes no mundo da política. São situações que por vezes nem imaginávamos, por exemplo, vimos o primeiro homemnordestino, sem formação universitária, retirante da seca e líder sindical chegar a presidência da república no Brasil, um índio assumiu a presidência da Bolívia, num país em que a maioria indígena nunca teve voz e para ficar boquiaberto, um homem negro passou a ocupar o espaço físico, social e econômico mais importante nos EUA, feito que dispensa qualquer tipo de comentário.

E qual o impacto dissopara a sociedade¿ Será que as minorias e os marginalizados sociais finalmente estão assumindo as rédeas na tão sonhada ditadura do proletariado preconizada por Marx e Engles¿

Bom, Milton Santos disse que esta na mão dos “pobres” o caminho para a mudança das relações sociais capitalistas e a construção de uma nova globalização, na qual não exista mais dominantes e dominados, pois, somente elesconhecem as suas mais profundas necessidades e os mecanismos para supri-las. Mas, não sei se é isso que ocorre, acredito que não se trata da ditadura do proletariado sonhada pelo marxismo escatológico de que no “final do mundo” teremos o paraíso na forma do socialismo.

Vejo a vitória de Dilma Roussef como mais um avanço, ou seja, mais um passo na luta contra o preconceito, a discriminação racial esexual e o apartheid racial, sexual, social e econômico no qual vivemos de maneira velada. A marginalização das minorias se tornou algo tão sutil que em nosso cotidiano nos legamos ainda ao luxo de fechar os olhos diante dos catadores de lixo, dos homens, mulheres e crianças que vivem da mendicância nas ruas das cidades brasileira, dos flagelados e flageladas da seca, que pude testemunhar,vendendo voto, por um carro pipa de água para garantir sua sobrevivência, as mulheres que são violentadas, torturadas psicológica e fisicamente, além de ser assassinadas com requintes das mais pura e racional crueldade, como foi o caso da ex-namorada do goleiro Bruno. E ainda sim temos o habito de dizer: - racista, preconceituoso/a, eu¿ Não, o racismo esta acabando e a discriminação de gênero também.Posso afirmar que a vitória de Dilma vem na baila de um grito desesperado que uma parcela consciente da sociedade solta para que a destruição da condição humana não se perpetue. Para nós, mulheres, do ponto de vista ideológico e político dessa condição é mais um grito na nossa emancipação, além de equiparação salarial, dissemos nas urnas da nossa democracia obrigatória que queremos equiparação ereparação social, necessitamos de Igualdade de Gênero com urgência.

Temos uma de nós no comando do país. Uma mulher que demonstra em suas características faciais força, uma força que emana de todas as mulheres militantes das causas femininas, sua consultora ou consultor de moda que a torna sensual sem vulgarizá-la ou masculinizá-la e ressalta sua beleza feminina na qual a faz demonstrar asensibilidade sem fragilidade e frescuras esquizofrênicas que nos foram impostas ao longo dos séculos.

Não estou escrevendo esse texto para defender partidos, minha intenção é chamar atenção aos leitores que os papéis não estão se invertendo, muito ao contrário eles estão se afirmando. Foi-se o tempo em que felicidade feminina era sinônimo de casamento e procriação. Hoje as mulheres querem a mesma...
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