Antunes

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ANTUNES, Irandé. Nem todo uso de língua tem que se pautar pela norma culta.___Muito além da Gramática. São Paulo: Parábola, 2007. P.103 - 109Priscila dos Santos Damasceno


O oitavo capitulo é dedicado a desfazer o equívoco de que “ toda atuação verbal tem que se pautar da normaculta. Ora, essa pretensão não passa de uma idealização, sem condição alguma de poder vir a realizar-se. Os próprios usuários se encarregam de desmistificar essa idealização.
Existe um mitode uma língua uniforme, sem variação, sem adequação à situação em que é usada, e outro mito de que a norma culta é inerentemente melhor que as outras. No entanto a ciência linguística defende que o bomuso da língua é aquele que é adequado as condições de uso. Em outras palavras que o uso da língua depende da situação que lhe é própria.
Existem variações lingüísticas não porque as pessoassão ignorantes ou indisciplinadas; existem, porque as línguas são fatos sociais, situados num tempo e num espaço concretos, com funções definidas. A língua só existe em sociedade, e toda sociedade éinevitavelmente heterogênea, múltipla, variável e conseguinte, com usos diversificados da própria língua.
A língua culta deve ser usada adequadamente, quando a situação assim exigir. Emsituações informais, da vida privada, o uso dos padrões da coloquialidade, pode representar esquisitice, como pode representar incompetência não usar a norma culta numa situação formal ou num contextoinstitucional.
No ponto de vista de professores (e da população escolarizada em geral) nos erros de gramática. Como tudo que é diferente é apontado como erro. E “os erros são muitos”, crêem.Tanto que “é muito difícil falar bem”- o que é igual a falar certo.
Uma língua idealizadamente descontextualizada é uniforme. É a língua das frases soltas, que continuam a ter lugar nas...
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