Antropologia

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EUGENIO, Fernanda. De como olhar onde não se vê – ser antropóloga e ser tia em uma escola especializada para crianças cegas. In: VELHO, G. e KUSCHNIR, K. (orgs.). Pesquisas urbanas – desafios do trabalho antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 208-221.


FERNANDA EUGENIO é doutoranda de antropologia social no Museu Nacional – UFRJ e pesquisadora do Centro de Estudos Sociaise Aplicados da Universidade Candido Mendes.


O artigo mostra a experiência da antropóloga que realizou uma pesquisa de campo em uma escola especializada em alfabetização com crianças cegas.
Ela relata que sua entrada foi um pouco difícil, devido o campo não ser muito abordado pelos antropólogos. O modo como às pessoas veem os cegos é muito diferente quando se esta junto a eles. Ela ser aúnica no meio que enxergava tornava um pouco desconfortante para ela por não ser vista pelas outras pessoas.
Ela entra como observadora, mas acaba passando ser mais do que isso, ela se torna um auxilio as professoras que não podiam ver, ela passa ser uma voluntaria dentro da instituição. Ela se torna os olhos das crianças e dos professores, auxilia as crianças nas suas atividades e na vigilância dasala.
Dentro da instituição cada criança tinha sua grade curricular, as turmas eram compostas por alunos de idades e níveis diferentes. Dentro da sala de aprendizado a professora na hora de corrigir ou explicar dava a atenção única aos alunos, era neste momento em que a professora pedia auxilio a autora, porque no momento em que ela estava dando a atenção a um aluno a classe se sentiam ociosas eagitadas, era quando se instalava a bagunça. A autora colocava certa “ordem” sobre eles. Por eles não a verem ela era respeitada, pelo seu tom de voz e sua disciplina era colocada sobre eles.
Por enxerga as professoras a eximiu as responsabilidades de colocar o que estava fora do lugar em ordem, ajeitar a sala de aprendizados, limpar o que era sujo. E não era aceito caso ela deixa-se de cumpriralgumas dessas tarefas, por ser uma pessoa no meio que via e observava todo acontecido.
A autora relata momentos que passou que foram constrangedores e difíceis, momentos que ela não imaginava que ia passar. Como ajudar uma criança que fica perdida ao ir para uma sala e ser reprovada por uma professora, ou quando um aluno perde seu olho de vidro e pede sua ajuda para colocar e sua expressão e desurpresa e susto por ser uma coisa que ela nunca passou, e com “sorte” ela não ser observada por ser uma classe de crianças e professores que não enxergam.
Pelas crianças e ela bem aceita, porque por elas toda pessoa adulta que não e mãe é para elas “TIA”.
A sua inserção no campo não foi tão fácil, por se trata de uma pessoa que não dominava uma das ferramentas mas importantes entre eles que ométodo braile de leitura e escrita táteis, o que para eles era o mesmo que ser analfabeta.
Mas na instituição não era necessário você saber essa ferramenta, porque na escola existia voluntarias e estagiarias, e ela se enquadrava na categoria de voluntaria, mas, entretanto não era exatamente o que ela fazia, mas não era tão claro isso para todos.
Ela só começa a se mais aceita entre as professoras apartir do momento em que ela por conta própria decidiu a aprender o braile, da sua maneira e de sue jeito. Conseguia ler em algumas vezes em outros momentos recorria à ajuda visual, era processo de alfabetização igual a das crianças, cometia alguns erros comias algumas letras, cometia alguns deslizes como furar o papel ao invés de produzir o relevo.
Antes de ela começar a tomar essa decisão de se“alfabetizar”, a sua relação com as professoras não passava somente em fazer os recortes para as salas, organizar o que estava desarrumado, ou ajudar a elas se as roupas estão combinando.
A partir do memento em que ela começa a aprender começa a ter uma confiança entre elas.
Ela relata o momento em que via a postura em que as professoras tinham com os alunos, ao mesmo tempo em que era de...
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