Antropologia sociocultural: o campo do saber e o fato social.

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  • Publicado : 19 de junho de 2011
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Antropologia Sociocultural: o campo do saber e o fato social.


Considerações iniciais

O texto que segue é uma síntese de temas estudados na aula de antropologia sociocultural, voltada para o curso de psicologia. Está alicerçado em materiais expostos pelo professor, utilizados na classe e discutidos com os alunos, abrangendo a história da antropologia.
No transcorrer do trabalho, serãoabordadas conceituações acerca da antropologia e suas referências ao longo dos tempos, em perspectivas cultural, social e psicológica. Haverá referência às subdivisões existentes desse estudo do homem como provedor de conhecimento, sua evolução e compreensão. Além disso, discorre-se a respeito dos choques culturais que causaram “estranhamento” entre diferentes culturas.
Evidenciando, como base acomunicação e as heranças culturais para a identificação da cultura, para manifestar o simbólico, através de papéis culturais representados pelos indivíduos, que resgatam em seus atos, sua memória, tudo o que lhes foi introjetado.

Antropologia: Histórico e subáreas do saber.

Em algum momento, ao longo dos anos, homens e mulheres refletiram sobre o motivo que os levou a agir de uma maneira enão de outra, teorizando sobre os atos praticados. Podemos dizer que a “reflexão antropológica” teve início com Heródoto, no livro “História”, onde questionava o motivo das diferenças entre os povos por ele abordados. Heródoto é considerado o “pai da antropologia” por alguns antropólogos, pois foi o primeiro a redigir o estranhamento, no livro mencionado anteriormente, que é o mais antigoexistente, mais precisamente, no século V a.C.
A essência da reflexão antropológica tem sua essência identificada no “estranhamento”. Os nativos das terras “descobertas” foram percebidos pelos navegadores europeus de formas diferentes, alguns agiram com repugnância e recusa, outros os enxergavam como descendentes de Adão e próximos a pureza do paraíso, fascinados pelo estranho. Alguns europeus segurosde seus valores, com suas ideologias de pensamentos equivocados, classificaram os comportamentos diferentes como uma degeneração, uma atrofia da humanidade.
Sob a ótica européia, os comportamentos diferentes, tidos como desviantes, seriam um produto das condições ambientais e da dificuldade de compreender o seu passado. O que parece uma reflexão contraditória, pois os elementos naturais, adiversidade biológica, a proximidade do equador, viciam e embrutece mas personalidades locais e, não dispondo da escrita,há a impossibilidade de registrar o passado. Portanto sem memória para exercitar o distanciamento crítico.
Os europeus, crentes nos seus valores socioculturais, sentiam-se seguros, protegidos, ao se chocarem com os valores indígenas, chocaram-se com os mesmos, os encararam comoinferiores ou mesmo, subumanos, no caso contrário, os valores nativos poderão representar alguma forma de refúgio, onde os ameaçados ou insatisfeitos europeus poderiam ter como um paraíso na terra.
No século XVIII é o início da antropologia comparada, quando foram realizados os primeiros trabalhos sobre os costumes dos índios americanos, destacando-se então Montesquieu (1689- 1755), como um dosprimeiros teóricos da antropologia, que publicou em 1748 o livro” O Espírito das Leis”, extraído de leituras e não do contato com outros povos.
Nessa época, Boucher de Perthes (1788-1868) apesar da resistência de antigas concepções de mundo, onde o que amparava os estudos científicos era a gênese do homem divulgada pela Bíblia, renova conceitos, apoiado em instrumentos e vestígios fósseis, amplia, comoutros estudiosos, a idade da Terra e a presença de vida no planeta. Também nesse período, século XVIII, surgem trabalhos de advogados, posteriormente denominado direito comparado; de médicos, que acompanhavam as embarcações ou mesmo de viajantes que elaboravam observações cada vez mais criteriosas acerca do estranhamento das diversidades culturais dentre os povos percorridos.
Desde o...
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