Antropologia grupo social presidiarios

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  • Publicado : 6 de abril de 2013
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INTRODUÇÃO
Existe o interesse de compreensão a cerca da adaptação dos reclusos a prisão, pois essa é a forma mais tradicional de lidar com indivíduos que infringem a lei. Ao longo dos tempos, alguns fenômenos como: ausência de educação, falta da família, baixa renda, dinheiro fácil proveniente do crime e falta de investimento na melhoria de vida da sociedade, vêm sendo desencadeadores aentrada desses indivíduos ao mundo do crime.
Na tentativa de desenvolver analogias sólidas entre o tema proposto e os Textos lidos e discutidos em sala de aula, estabelecemos paralelos e desenvolvemos questionamentos que poderiam ser propostos em uma possível concretização deste projeto de pesquisa. Como exposto no primeiro trabalho, os questionários com a presença de indagações seria amelhor metodologia para desenvolvimento do projeto, visto que essa permite o contato direto com o grupo a ser analisado, também como já citado acreditamos ser de grande valia no nosso estudo uma análise acerca de fatores sociais no contexto da vida dos presidiários.
A pesquisa de campo do projeto social poderia ser executada nos presídios e também nos reformatório para menores infratores. Énecessário que se tome as medidas necessárias para que essa ocorra da melhor forma possível. Devem ser executadas com consentimento por parte dos encarcerados, realizadas de modo individual para que não haja interferência de terceiros no desenvolvimento dos questionários. É importante que durante esse processo se levem em consideração não apenas os questionamentos que iremos propor ao longo dasanálises relacionadas ao texto, mas também perguntas que englobem os aspectos sociais presentes na vida do preso, como: grau de escolaridade, idade, renda entre outros dados que pudessem contribuir para explicar a entrada das pessoas no mundo do crime.Um bom método, seria a utilização do Questionário Sociodemográfico, que englobaria boa parte desses aspectos.
DESENVOLVIMENTO
No texto deRoberto Da Matta foi colocada a questão das dificuldades enfrentadas pelas ciências humanas e sociais por tratarem de objetos de estudo que estão bem próximos da nossa realidade, fenômenos complexos, eventos humanos. Ao nos propormos a pesquisar os detentos enfrentamos essas mesmas dificuldades, pois apesar de estigmatizados os presidiários se encontram situados numa mesma escala com ospesquisadores, não nos possibilitando o distanciamento que seria possível numa pesquisa científica em laboratório. Também é impossível que reproduzamos fatos já ocorridos, durante a pesquisa devemos confiar nos dados colhidos através de evidências e informações fornecidas pelos entrevistados.
Além disso, ao estudar por exemplo a conduta, tanto antes quanto durante o encarceramento estamos tratando decomportamentos complexos que podem ser causados pelos mais distintos tipos de motivação. Poderíamos então buscar entender melhor essas motivações?
Temos ciência de que durante a aplicação do nosso projeto social cuja metodologia foi fundamentada em entrevistas e questionamentos é de suma importância manter a imparcialidade em nosso posicionamento de forma que a relatividade seja a base dapesquisa, nos afastando assim de limitações acerca de nossas perspectivas.
Da Matta em seu texto conceitua a alteridade como a existência do “eu individual” em contato com o outro, o que me permite compreender o mundo com um olhar diferenciado, com o olhar do outro, não com o meu próprio. Sendo assim, a alteridade deve estar intimamente conectada ao projeto que pretendemos realizar, pois seráextremamente importante e necessário que possamos nos colocar os diferentes olhares, considerando as situações e pontos de vista dos presidiários, familiares, podendo dessa forma desestruturar ideias e preconceitos por vezes fortemente estabelecidos na sociedade. Mesmo dentro do ambiente carcerário podemos nos utilizar do relativismo e alteridade dentro das relações sociais entre os detentos,...
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