Antropologia filosófica

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  • Publicado : 24 de agosto de 2012
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Descartes e sua influência no mundo moderno
Descartes (1596-1650), foi considerado um dos fundadores da filosofia moderna e o "pai da matemática moderna", e reconhecido também como um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. A filosofia de René Descartes se baseia no que ele chama de "dúvida radical". Descartes não éconsiderado um cético: é, freqüentemente, conhecido como um racionalista, sua filosofia, apesar de ser apresentada por ele como a resposta ao ceticismo, é, no essencial, fundamentalmente cética. Ele começa por refletir sobre as perguntas inquietantes do cético: Será que nossos sentidos não nos enganam sempre? O que é quegarante que não estamos sempre alucinando ou sonhando?
Refletindo sobre estes problemas ele propôs quatro regras básicas capaz de conduzir o espírito a verdade. 1) Evidenciar – O objeto deve ser exposto com clareza e evidência; 2) Decompor – Deve dividir-se em tantas partes quantas forem necessárias; 3) Ordenar – Deve partir-se dos problemas mais simples para os mais complexos; 4) Revisar – Devefazer verificações para certificar-se de que nada esteja errado. Ele ainda dividia a realidade em res cogitans (consciência, mente) e res extensa (matéria). Acreditava também que Deus criou o universo como um perfeito mecanismo de moção vertical e que funcionava deterministicamente sem intervenção desde então. A sua contribuição à epistemologia éessencial, assim como às ciências naturais por ter estabelecido um método que ajudou o seu desenvolvimento.
Descartes criou, em suas obras Discurso sobre o método e Meditações - ambas escritas em francês, em lugar do latim, língua tradicionalmente utilizada nos textos eruditos de sua época - as bases da ciência contemporânea. Descartes inicia seu itinerário espiritual com a dúvida. Mas é necessáriocompreender que essa dúvida tem um outro alcance que a dúvida metódica do cientista. Descartes duvida voluntária e sistematicamente de tudo, desde que possa encontrar um argumento, por mais frágil que seja. Por conseguinte, os instrumentos da dúvida nada mais são do que os auxiliares psicológicos, de uma ascese, os instrumentos de um verdadeiro "exército espiritual". Duvidemos dos sentidos, umavez que eles freqüentemente nos enganam. Duvidemos também das próprias evidências científicas e das verdades matemáticas! Mas quê? Não é verdade - quer eu sonhe ou esteja desperto - que 2 + 2 = 4? Mas se um gênio maligno me enganasse, se Deus fosse mau e me iludisse quanto às minhas evidências matemáticas e físicas? Tanto quanto duvido do Ser, sempre posso duvidar do objeto.
Existe, porém, umacoisa de que não posso duvidar, mesmo que o demônio queira sempre me enganar. Mesmo que tudo o que penso seja falso, resta a certeza de que eu penso. Nenhum objeto de pensamento resiste à dúvida, mas o próprio ato de duvidar é indubitável. "Penso, cogito, logo existo, ergo sum" . Não é um raciocínio, mas uma intuição, e mais sólida que a do matemático, pois é uma intuição metafísica,metamatemática. Ela trata não de um objeto, mas de um ser. Eu penso, Ego cogito (e o ego é muito mais que um simples acidente gramatical do verbo cogitare).
O cogito de Descartes, portanto, não é, como já se disse, o ato de nascimento do que, chamamos de idealismo (o sujeito pensante e suas idéias como o fundamento de todo conhecimento), mas a descoberta do domínio ontológico (estes objetos que são asevidências matemáticas remetem a este ser que é meu pensamento).
Nesse nível, entretanto, nesse momento de seu itinerário espiritual, Descartes é solipsista. Ele só tem certeza de seu ser, isto é, de seu ser pensante (pois, sempre duvido desse objeto que é meu corpo; a alma, diz Descartes nesse sentido, "é mais fácil de ser conhecida que o corpo").
É pelo aprofundamento de sua solidão que...
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