Antifungicos

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  • Publicado : 24 de abril de 2013
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Antifúngicos:
FUNGOS:
Fungos são microorganismos muito diferenciados, com estrutura mais complexa que as bactérias, comportando DNA circundado por envoltório nuclear. A segregação cromossômica se produz no curso da divisão celular, da mesma forma que a das células eucariontes, inclusive a humana.
Fungos possuem mitocôndrias e retículo endoplasmático no citoplasma e esteróis na membranacelular, o que os assemelha às células doas animais superiores.
Suas paredes celulares são constituídas de um polímero que resiste a antibióticos e até mesmo à ação de álcalis aquecidos.
A semelhança estrutural fúngicas com as dos mamíferos e a resistência de suas paredes explicam por que os antifúngicos atualmente disponíveis são poucos, alguns sendo consideravelmente mais tóxicos que os agentesantibacterianos.
Clinicamente, os fungos são classificados em:
Patogênicos: Infectam o hospedeiro sadio. Encontram-se em áreas geográficas específicas, obedecendo a padrão epidemiológico endêmico
Exemplos: Histoplasma Capsulatum, Coccidioides immitis e Blastomyces dermatitidis.
Oportunistas: Raramente causam infecções, a menos que as defesas do hospedeiro estejam diminuídas. Os fungosoportunistas são disseminados na natureza e, muitas vezes, fazem parte da flora endógena humana.
Exemplos: Espécies de Candida, Phycomycetes e Aspergillus.
Fatores predisponentes a essas infecções incluem uso prévio de antibióticos (suprimindo a microbiota competidora), neutropenia (número reduzido de células brancas sanguíneas), deficiências da imunidade celular (AIDS), uso prolongado decorticóides e outros imunossupressores, quimioterapia do câncer e linfomas.
O diagnóstico de infecções fúngicas é influenciado pelo caráter oportunístico ou patogênico do microorganismo. O encontro de fungos patogênicos é suficiente para implicá-los como causadores de doença, pois não são concomitantes comuns de laboratório, nem componentes da flora normal, como os oportunistas. O que torna odiagnóstico de infecção oportunista mais difícil.
Muitas vezes, o emprego de antifúngicos não é suficiente para o manejo do quadro infeccioso. É fundamental o suporte geral do paciente, por meio de nutrição, apoio psicológico e o tratamento de distúrbios presentes. Geralmente, o tratamento ocorre de forma eficaz quando ocorre à recuperação do quadro de neutropenia ou controlam-se os distúrbiosassociados.
Remoção cirúrgica também pode ser usada como forma de tratamento. A interrupção do uso de antimicrobianos de amplo espectro, quando possível, auxilia no combate às infecções micóticas, restaurando a colonização por germes competitivos.
A resistência dos fungos a agentes terapêuticos disponíveis está aumentando, como reflexo do crescimento da população imunocomprometida e do uso cadavez mais freqüente de profilaxia (leva a desenvolvimento de resistência ou superinfecção por espécies não-sensíveis) e tratamento empírico com antifúngicos.

Os antifúngicos atualmente disponíveis classificam-se em agentes sistêmicos e tópicos.





SELEÇÃO:
Micoses profundas:
Anfotericina B
A anfotericina B convencional, apesar da sua toxicidade, continua sendo o agente de primeiraescolha para micoses graves causadas por fungor sensíveis, devido reconhecida eficácia e baixo custo.
É o agente mais eficaz para infecções fúngicas sistêmicas. Seu espectro de ação inclui fungos patogênicos e oportunistas, mas não é efetiva nas dermatofitoses superficiais.
Mecanismo de ação: Liga-se a esteróis (primariamente a ergosterol) da membrana celular de fungos sensíveis, levando aalterações de permeabilidade (com perda de eletrólitos e macromoléculas) e morte celular.
A combinação com outros fármacos podem alterar a atividade da Anfotericina B. As alterações dependem do fármaco associado, com o fungo, teste de sensibilidade e o modelo experimental empregado. Não se recomenda a associação de imidazólicos com a anfotericina.
Resistência secundária à anfotericina não é...
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