aNSIEDADE E pERFORMANCE

6335 palavras 26 páginas
ANSIEDADE COMPETITIVA:

Introdução

Há várias décadas, tem havido uma grande preocupação por parte dos psicólogos do esporte em procurar entender os efeitos dos estados emocionais pré-competitivos no desempenho esportivo, considerando haver uma interação ótima entre os aspectos físicos e psicológicos para o alcance da alta performance (Edwards & Hardy, 1996; Hammermeister & Burton, 1995; Hássmen & Blomstrand, 1995; Jones, Mace & Williams, 2000; Lozano et al., 2001; Newby & Simpson, 1996; Raglin, 1992, 2001). Fogarty (apud De Rose Jr, 1998) afirma que no período de 1974 a 1992 foram publicados nas principais revistas de psicologia do esporte norte-americanas cerca de 82 artigos sobre ansiedade esportiva, denotando a existência de 10 testes para a sua mensuração. Isto vem confirmar a importância que vem sendo atribuída ao fenômeno da ansiedade no meio esportivo. Grande parte da produção deste conhecimento se desenvolveu na América do Norte. No entanto, recentemente, tem crescido as contribuições de pesquisadores europeus (Jones, 1995).
No esporte competitivo, quando os atletas têm o mesmo nível de habilidade e capacidade física, o fator psicológico, muitas vezes, pode determinar a diferença entre o vencedor e o perdedor (Brandão, 1996; Jones, 1995). As situações estressantes vivenciadas, freqüentemente, pelos atletas durante as competições provocam reações psicofisiológicas, como excessiva ansiedade, que podem prejudicar o desempenho. A capacidade para manter níveis adequados de ansiedade, antes e durante a competição, é universalmente reconhecida por técnicos, atletas e pesquisadores como um dos fatores responsáveis pelo sucesso da performance (Prapavessis et al., 1992). Dessa forma, a performance motora está associada e é freqüentemente aumentada por um estado ótimo de ansiedade (Cox, 1994; Wrisberg, 1994).
Os pesquisadores da Psicologia do Esporte têm procurado estabelecer uma explicação mais consistente sobre a relação ansiedade-performance. Nos

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