Anorexigenos

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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1. INTRODUÇÃO
A obesidade é uma doença crônica inflamatória, cuja prevalência vem aumentando a uma velocidade alarmante no mundo (FINUCANE, M.M, STEVENS 2011) todo e também no Brasil (FONTE ABESO), em ambos os sexos e em todas as faixas etárias.
Estudo realizado por pesquisadores americanos, ingleses e suíços e publicado em revista científica The Lancet em fevereiro de 2011, baseado em dadosepidemiológicos de vários países que incluem mais de 9 milhões de participantes, revelou que em 2008 mais de um individuo em dez, na população mundial adulta, já era obeso, com maior porcentagem entre as mulheres. (FINUCANE, M.M, STEVENS 2011)
Segundo este estudo, atualmente a obesidade no mundo afeta cerca de 205 milhões de homens (9,8%) e 297 milhões de mulheres (13,8%), ou seja, mais de meiobilhão de adultos acima de 20 anos. Estes percentuais são considerados alarmantes, uma vez que, em 1980, estavam em 4,8% (homens) e 7,9% (mulheres), ou seja, em três décadas dobrou o número de obesos no mundo. A projeção para 2015 é ainda mais pessimista: 2,3 bilhões de pessoas com excesso de peso e 700 milhões de obesos, indicando um aumento de 75% nos casos de obesidade em 10 anos (FONTE ABESO).Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar, desde então, na taxa de obesidade, enquanto a população japonesa se mostra como a menos afetada, pelo problema. O Brasil está na 19ª posição no ranking mundial de obesidade masculina e na 15ª posição na obesidade feminina.
No Brasil, o consumo de anorexígenos vem sofrendo significativo aumento. No ano passado, de acordo com o relatório divulgado pelajunta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes órgãos ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil atingiu a liderança no consumo de remédios para emagrecer. Estima-se que a utilização dessas substancia no país cresceu 500% entre 1997 e 2004. (UNG APUD UNIVERSIDADE, 2006).
Porém, o que se está colocando em questão não é a simples utilização dos anorexígenos, mas a utilizaçãoindevida desses medicamentos por quem tem conhecimento desses possíveis efeitos. Quais são os fatores motivacionais envolvidas dessa decisão?
Em 2010 o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram levantamentos dos números de excesso de peso e obesidade na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 (POF). No Brasil, 48% da população adulta, acima de 20 anosde idade, está acima do peso e 16,9% são consideradas obesas (FONTE ABESO). Concluindo que no Brasil há muito mais indivíduos obesos do que subnutridos (COZER, C.O, IEZZI D.D, 2010).
A obesidade é considerada uma epidemia (FONTE WHOT). No Consenso Latino-Americano de Obesidade (CONSENSO LATINO-AMERICANO DE OBESIDADE 1999), realizado em 1998, a obesidade foi abordada como um dos graves problemasde saúde pública.
Durante reunião pública de sua Diretoria Colegiada, realizada nesta terça-feira, dia 04/10, em Brasília, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) decidiu retirar do mercado brasileiro três anorexígenos (femproporex, mazindol e anfepramona) e manter os medicamentos à base de sibutramina, ainda que com novas restrições para comércio e uso. (FONTE ANVISA).
Essa decisãofoi tomada depois de muitos meses de polêmica entre a ANVISA e a Classe médica, marcada por reuniões, debates, audiências públicas e muita argumentação de ambas as partes.
Depois da proibição dos anorexígenos pela ANVISA, o controle da obesidade tem exigido mais esforços dos pacientes e dos médicos. Já que priorizar por mudanças no estilo de vida como protocolo terapêutico para tratar obesidaderealmente não é fácil. No entanto reduzir o aporte calórico e aumentar o consumo efetivo de calorias é as medidas mais eficientes para redução de peso. O uso de anorexígenos deve ser considerado sempre uma alternativa mantida em segundo plano.
No entanto, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei PL 2431/2011, de autoria do Deputado Felipe Bornier (PHS-RJ), que proíbe a Agencia Nacional...
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