Annales marabaixo

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  • Publicado : 22 de outubro de 2011
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No Século XIX, num momento em que a produção historiográfica estava majoritariamente ligada a uma História Metódica (ou corriqueira chamada de positivista), raras foram as escolhas de historiadores que se sensibilizam com outra maneira de fazer história. Estes historiadores que não queriam falar de heróis, de grandes homens e seus feitos, de se prenderem exclusivamente a documentos escritos,estes historiadores viram o mundo ao seu redor diferentemente dos positivistas, buscando estudar histórias criadas dentro de uma sociedade, dentro de uma cidade, ou seja, viam o mundo e os homens de maneira ampla e buscavam neles criar uma nova história.
O momento em que os homens passaram a discordar do modelo positivista de fazer história combatia o estudo de fatos singulares, sobretudo com os denatureza política, e análise de documentos verdadeiros e autênticos e o principal alvo da crítica era que não apresentava o diálogo com as demais ciências humanas.
OS ANNALES
Todos os acontecimentos que criticam a maneira como era estudada a história e que se contrapôs ao modelo positivista, renovaram o estudo da história. E no século XIX e inicio do século XX, dois ambiciosos intelectuais, MarcBloch (1878-1956) e Lucien Febvre (1886-1944), após a 1ª Guerra Mundial, em 1928, fundaram na França em 1929 revista Annales, que iria fazer uma nova abordagem sobre o estudo da história, "Erguendo-se contra a dominação da Escola Positivista, uma nova tendência da historiografia francesa exprime-se bastante discretamente em ‘A Revista de Síntese’ durante os anos 1920, mais francamente na‘RevistaLes Annales’ durante os anos 1930."
Dissidentes da Revista de Síntese, Lucien Febvre e Marc Bloch - com o projeto de renovar a história - fundaram a Revista Les Annales 1929. Tinham como objetivos: eliminar o espírito de especialidade, promover a pluridisciplinaridade, favorecer a união das ciências humanas, passar da fase dos debates teóricos (os da Revista de Síntese) para a fase das realizaçõesconcretas, nomeadamente inquéritos coletivos no terreno da história contemporânea.

HISTÓRIA CULTURAL
Na década de 80, a história das mentalidades passava por uma crise e o marxismo declinava que provocou abertura para o crescimento da História cultural.
O “velho pensamento” depois de um longo período, já não consegue explicar e dar conta da explicação da realidade. O “novo pensamento”,depois de um processo de gestação no qual dialogou com o “velho pensar”, agora tenta explicar a história de sua maneira, esse movimento que questiona o real não vai se restringir à história, os pensamentos que faz surgir o diálogo entre os historiadores, filósofos, antropólogos e outros estudiosos, questionarão o seu tempo à maneira de ler o mundo na época.
Nesse momento da história o que vemos sãocríticas e reflexões sobre um novo homem, outro modo de interrogar e de interpretar a realidade, entender os significados das representações que criamos para interpretar o mundo é fundamental para caminhar uma abordagem cultural.
É preciso ter em mente que todo e qualquer objeto produzido pelos homens e mulheres, de qualquer segmento social, classe, etnia e cor são objetos culturais.
Cultura éentão um conjunto de significados partilhados e construídos pelos homens para explicar o mundo. A cultura é ainda uma forma de expressão e tradução da realidade que se faz de forma simbólica, ou seja, admite-se que os sentidos conferidos às palavras, às ações e aos atores sociais se apresentam de forma cifrada, portanto já um significado e uma apreciação valorativa. (PESAVENTO, 2004, p.15)

A partirda influência dos estudos antropológicos, os historiadores aprenderam que as culturas não devem ser hierarquizadas e qualificadas como uma sendo melhor que a outra, pois cada sociedade em sua vivência cotidiana elege a sua maneira de ver o mundo e escolher os modos de vivência na comunidade. A história cultural elevou o social e o cultural como peças chaves para a compreensão da história e...
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