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Avaliação do Ensino Superior a Distância no Brasil



José Manuel Moran

Doutor em Comunicação pela USP e professor aposentado da ECA-USP. Coordenador de educação on-line da Faculdade Sumaré -SP e Professor de Novas Tecnologias na Uniban-SP. Membro do comitê de avaliação de cursos superiores a distância do MEC. Autor do livro Mudanças na comunicação pessoal (2001) e Co-autor de NovasTecnologias e mediação pedagógica (10 a ed. 2006) e Educação Online (2003).

Página: www.eca.usp.br/prof/moran

http://www.eca.usp.br/prof/moran/avaliacao.htm



Alguns dados atuais no ensino superior a distância

Mídias mais utilizadas

Cursos em EAD muito diversificados

Parcerias e consórcios em EAD

Modelo de aulas por teleconferência

O Governo brasileiro assume a EAD

Mudançasque a EAD está provocando na educação presencial

Avanços e problemas em EAD

 

Estamos numa fase de consolidação da EAD no Brasil, principalmente no ensino superior. Quinhentas e quatro mil pessoas no país usaram o ensino a distância em 2005, somente em faculdades autorizadas pelo Ministério de Educação. Na graduação e na pós-graduação, dobrou o número de estudantes matriculados nessamodalidade entre 2003 e 2004. Em 2003, havia 76.769 alunos matriculados nessas modalidades; no ano seguinte, o número saltou para 159.366. Somando todos os níveis de ensino, o número de alunos passa de um milhão .

O Brasil aprende rápido e os modelos de sucesso são logo imitados. Passamos de importadores de modelos de EAD para desenvolvedores de novos projetos, de programas complexos implantadoscom rapidez. Algumas razões principais para esse crescimento rápido: demanda reprimida de alunos não atendidos, principalmente por motivos econômicos; o fato de não ter um modelo consolidado de EAD tradicional, como acontece em grandes países, que focavam mais o impresso e têm mais dificuldade em mudar rapidamente para novos formatos on-line. Outras razões: a rapidez com que o brasileiro adota novastecnologias e o apoio governamental à EAD.

É muito difícil fazer uma avaliação abrangente e objetiva do ensino superior a distância no Brasil, pela rapidez com que ela se expande nestes últimos anos e porque a maior parte das pesquisas foca experiências isoladas e porque há um contínua inter-aprendizagem: Cada instituição aprende com as outras e passa a imitar as propostas bem sucedidas. Temosdificuldade em visualizar todas as variantes que estão acontecendo, pela quantidade de instituições envolvidas (ao redor de setenta). Como avaliador de cursos superiores a distância do MEC tenho acompanhado bastantes instituições e conhecido outras. Este é um primeiro esboço de análise, que pretendo aprofundar posteriormente e que espero que incentive a avaliação mais abrangente e sistematizadade outros grupos de pesquisa.

 

Alguns dados atuais no ensino superior a distância

Em dezembro de 2005 a página WEB do MEC mostra 118 Instituições de Ensino superior autorizadas a oferecer cursos de graduação, seqüenciais e de lato-sensu. Algumas também oferecem cursos tecnológicos a distância . Houve um forte crescimento nos últimos três anos. O maior número de instituições credenciadas aatuar a distância é de universidades (76). 43,6%. Dos 110 centros universitários existentes, somente 15 estão aptos a funcionar com metodologia de EAD, o que equivale a 13,63%.  Por fim, das 2.036 faculdades (isoladas, integradas, centros de ensino superior e outras denominações) apenas 37 estão autorizadas, o que equivale a somente 1,81%.

Num mapa nacional, assim estão as unidades de ensinocredenciadas:

|a) região norte |  |
|- Pará  |3 |
|- Amazonas |2 |
|- Tocantins |2 |
|- Roraima |1            8    (6,25%) |


                     

|b) Região...
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