Anatomia

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BIT – Boletim Informativo de Tecnovigilância, Brasília, Número 2, abril-maio-junho 2011
ISSN 2178-440X

Luvas Cirúrgicas e Luvas de
Procedimentos: Considerações
sobre o seu uso

Unidade de Tecnovigilância - UTVIG/NUVIG/ANVISA

Introdução

Prevention (CDC), reitera ainda as seguintes recomendações:
• Luvas devem ser usadas somente quando indicado;
• Devem ser utilizadas para aproteção individual, nos
casos de contato com sangue e líquidos corporais e
contato com mucosas e pele não íntegra de todos
os pacientes;
• Devem ser utilizadas para reduzir a possibilidade de
os microrganismos das mãos do profissional contaminar o campo operatório (luvas cirúrgicas);
• Devem ser utilizadas para reduzir a possibilidade
de transmissão de microrganismos de um paciente
para outro nassituações de precaução de contato;
• As luvas devem ser trocadas sempre que o profissional entrar em contato com outro paciente;
• As luvas devem ser trocadas durante o contato com
um mesmo paciente ao mudar de um sítio corporal
contaminado para outro, limpo, ou quando estas
estiverem danificadas;
• O profissional, quando com luvas, não deve tocar
desnecessariamente superfícies e materiais(tais
como telefones, maçanetas, portas);
• O mesmo par de luvas não deve ser usado novamente ou lavado;
• A higienização das mãos não pode ser substituída
pelo uso de luvas.

O uso de luvas nos serviços de assistência à saúde
se deve à necessidade de proteger os profissionais e
pacientes do risco de infecção cruzada.
Os serviços de saúde usam bilhões de luvas anualmente. Além decirurgias, algumas tarefas clínicas comuns também requerem o seu uso.
O objetivo deste texto não é o de oferecer uma revisão abrangente ou aprofundada sobre o tema, mas
de, por meio do uso de documentos organizacionais
do Ecri Institute, da ANVISA e da Organização Mundial
da Saúde (OMS) como fonte de informação, apresentar
os prós e contras de luvas de látex e luvas de material
sintético, oscritérios para o uso de luvas cirúrgicas ou
de procedimentos bem como um protocolo para a remoção adequada de luvas contaminadas.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda
que luvas devam ser usadas devido a duas principais
razões:
1. ara reduzir o risco de contaminação das mãos dos
P

profissionais de saúde com sangue e outros fluidos
corporais.
2. ara reduzir o risco de disseminação degermes para
P

o ambiente e de transmissão do profissional de saúde
para o paciente e vice-versa, bem como de um paciente para o outro.
Entretanto, a OMS alerta que os profissionais de
saúde devem ter ciência de que luvas não oferecem
proteção completa contra a contaminação, razão que
justifica a importância da correta higienização das mãos
antes de calçar as luvas. Conforme destaca aOMS, os
patógenos podem ter acesso às mãos dos profissionais
usuários de luvas por meio de pequenos defeitos nas
luvas ou por contaminação das mãos durante a sua remoção. Essa possibilidade fortalece a necessidade básica de também fazer a higiene das mãos para garantir
sua descontaminação após a remoção das luvas.
Destaca-se também que o uso das luvas pode representar desperdício de recursos enão contribuir para a
redução de contaminação cruzada quando o seu uso
não é indicado. Nesses casos, a higienização das mãos
é uma oportunidade preventiva que não deve ser perdida. A OMS elaborou a pirâmide (Figura 1) com vistas
a ajudar profissionais de saúde a diferenciar situações
clínicas específicas em que as luvas devem ser usadas e
trocadas e aquelas situações em que o seu uso não éimprescindível.
A ANVISA, alinhada às políticas de Segurança do
Paciente da OMS e do Center for Disease Control and

Uso e remoção correta de luvas

É importante ressaltar que o ajuste e conforto da
luva interferem em sua função. Observe abaixo a ilustração de uma luva bem ajustada (imagem à esquerda)
e de uma luva com ajuste incorreto (imagem à direita)
(Figura 2).
Figura 2:...
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