Analises das principais teorias sociologicas

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ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TEORIAS SOCIOLÓGICAS
[Autor: Marcelo J. Oliveira][1]
Abordar sobre o campo sociológico inevitavelmente nos leva a algo mais amplo, relacionado às Ciências Sociais e às Ciências Humanas. Estas, por sua vez, possuem em comum um foco e objeto de estudos: o ser humano em sociedade. O que faz a especificidade de cada uma dasCiências Sociais, seja, por exemplo, a Sociologia, a Antropologia ou a Ciência Política, é a forma como elaboram sua abordagem científica, a partir do recorte epistemológico e teórico-metodológico dado ao objeto de estudo, no intuito de compreender e interpretar uma série de fenômenos relacionados direta ou indiretamente ao mesmo objeto. Dependendo as séries de fenômenos que vão conhecendo e as demandasde estudos que vão surgindo, há o aparecimento de sub-áreas de cada uma das ciências, em função do grau de especialização necessário. A Sociologia, em seu caráter genérico, procura dar conta do maior número possível de aspectos do comportamento humano envolvidos nas relações sociais em torno de instituições sociais.[2]
O termo Sociologia foi utilizado e publicado pela primeira em 1838, pelofilósofo francês A. Comte (1798-1857), referindo-se à ciência que se preocupa com a observação empírica e analítica dos fenômenos sociais, em objeção as abstrações filosóficas e metafísicas. Comte foi o precursor das teorias sociais positivistas (Positivismo), difundidas como corrente de pensamento e método científico, exercendo grande influência no ocidente na segunda metade do século XIX. OPositivismo expressa total confiança nos benefícios que poderiam ser gerados pela sociedade moderna capitalista com relação aos processos técnicos e de industrialização. A ciência seria o conhecimento que estabeleceria a moral e contribuiria na ordenação da sociedade.[3] As teses do Positivismo são de grande impacto no pensamento social moderno (ABBAGNANO, 2003; COMTE, 1996 [1838]).[4]
Enfatizando ocampo prático, centra-se na teorização sobre um método capaz de reorganizar a sociedade com base na ordem.[5] “Tratava-se, portanto, de uma reestruturação intelectual das pessoas e não de uma revolução das instituições, como propunham os filósofos socialistas franceses, como Saint-Simon (1760-1825), Fourier (1772-1837) e Proudhon (1809-1865)” (COTRIM, 2002, p. 189).
Segundo Comte, a RevoluçãoFrancesa destruíra valores tradicionais e importantes da sociedade européia. O papel da filosofia positiva seria o de restabelecer a ordem na sociedade capitalista industrial. Apesar de propor reformas de consciência, era contrário aos processos revolucionários que ameaçassem as instituições vigentes; defendendo “[...] a legitimidade da exploração industrial, concordava com a divisão das classessociais e considerava indispensável à existência dos empreendedores capitalistas e dos operadores diretos, proletariado. Para os trabalhadores, defendia um tipo de doutrinação positivista [...]” (COTRIM, 2002, p. 191).
Após Comte, seguindo seus passos, outros pensadores sociais escreveram trabalhos importantes para o desenvolvimento da Sociologia, como H. Spencer (Principles of Sociology,1876), com a preocupação em delimitar o caráter descritivo desta ciência e afirmar sobre a necessidade de se atestar as leis que regem a evolução superorgânica em seu aspecto progressivo. Vilfredo Pareto (“Tratado de Sociologia Geral”,1916) postula sobre o caráter lógico-experimental da Sociologia e a necessidade de se formular leis gerais que permitam descrever o conjunto social; entre outros.Pensadores considerados clássicos da teoria social moderna. Alguns autores os situam no campo da Sociologia Sistemática (ou Sintética), justamente por objetivarem o todo social a partir da explicação de leis que regessem um sistema social amplo e orgânico (ABBAGNANO, 2003, p. 914-15, EVANS-PRITCHARD, 1981, p. 141).
Quatro pensadores marcam, na virada do século XIX para o XX, a passagem da...
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