Analise e concessao de creditos para pessoas fisicas

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  • Publicado : 20 de outubro de 2011
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Trecho do Livro: Crédito no Varejo para Pessoas Físicas e Jurídicas

Autores: Sérgio Kazuo Tsuru e Sérgio Alexandre Centa
Editora: IBPEX
ISBN: 9788587053800
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As atividades de crédito têm um importante papel no contexto socioeconômico do País, estando presentes no dia-a-dia das empresas e das pessoas mais do que muitas vezes se possaimaginar. Com freqüência, instala-se o seguinte dilema: a constante combinação de nossos recursos finitos com o conjunto de necessidades infinitas, ou seja, existe maior facilidade em gastar dinheiro do que em ganhá-lo.
Para a empresa que opera com crédito, ou seja, pratica vendas a prazo, torna-se preocupante que sua margem de lucro seja relativamente pequena, pois, dependendo do nível de valores areceber de títulos incobráveis, isso pode comprometer a sua rentabilidade. Igualmente, uma empresa que possui recursos limitados ou pequena capacidade de investir em capital de giro certamente terá dificuldades em conceder crédito a prazos mais longos. Assim, cabe ao gestor da área buscar um equilíbrio que minimize o problema risco-retorno.
1.1 A função do crédito e seu uso na economiabrasileira atual
Desde 2005, uma parcela da poupança financeira tem assumido a direção de atender à demanda por crédito para consumo a uma velocidade incomum. É bem verdade que essa demanda estava reprimida, existindo um caráter altamente seletivo na concessão de empréstimos em um ambiente ainda cheio de riscos, desde a implantação do Plano Real. Sob novas condições e critérios, a política de créditomudou radicalmente seu alvo para estimular a tomada de recursos preponderantemente para consumo de bens e serviços.
O crédito pessoal aumentou 34,68% em 2004 e 48,91% no primeiro quadrimestre de 2005, importando dizer que ficou expandido, em igual capacidade, o consumo, especialmente de bens duráveis, por parte da população.
John Stuart Mill, economista inglês (século XIX), já entendia que “nolongo prazo, o dinheiro que as pessoas gastam não será nem mais nem menos do que o dinheiro que têm para gastar, mas isso de longe é verdade para qualquer momento determinado”. Em outras palavras, os artifícios da expansão do volume de crédito são utilizados universalmente em certos momentos, em especial de caráter político, para oferecer a sensação de que, pelo menos até a superfície vista porolhos menos atentos, a atividade econômica gira em bom ritmo. Percebe-se cada vez mais que as pessoas são induzidas a adquirir bens com o uso do crédito farto. Vale dizer: a velocidade de expansão do crédito para consumo passou a tornar ineficiente a política monetária. O crédito tem o condão de potencializar a demanda agregada, gerando condições propícias para o ressurgimento de pressõesinflacionárias, mas fragiliza as políticas eleitas pelas autoridades monetárias para o combate à instabilidade de preços.
Ainda para Mill, “o crédito dado a consumidores nunca representa um acréscimo, mas sempre um prejuízo para as fontes de riqueza pública, porque estes recursos não são direcionados à produção”. O crescimento econômico é, por definição, a constatação do fato de que o produto total de hojeé maior que o de ontem e menor que o de amanhã. A expansão do produto leva a crer que isso só permanecerá ocorrendo por meio do investimento: só se produzirá mais amanhã, se hoje os recursos disponíveis forem usados não para comprar bens de consumo, mas para comprar bens que sejam instrumentos na produção de outros bens (bens de capital). Para o autor, o direcionamento do crédito ao consumo, porsi só, não sinaliza crescimento econômico sustentável.
Contradizendo os princípios comportamentais de segurança, o consumidor deixa-se seduzir pela doce ilusão de que a prestação, no momento em que contrata o financiamento, cabe no orçamento familiar. Em pouco tempo, os preços de bens e serviços comprados no seu dia-a-dia sofrem alterações de tal monta que chegam a ultrapassar aquele limite...
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