Analise psicologica filme o cheiro do ralo

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  • Publicado : 9 de março de 2013
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A historia do homem que morre na merda ao se apaixonar por uma bunda...


O cheiro do ralo é acima de tudo a história de um misantropo, como não se via desde o “senhor Estruge” em “Christmas Carol”. Nessa conhecida história de Charles Dickens vemos a transformação e arrependimento do personagem que ao encontrar o espírito do natal passado do natal presente e do natal futuro se arrependedo seu comportamento desprezível perante os outros ao conhecer o efeito das suas atitudes nos outros se tornando uma pessoa de bem. Lourenço também é um misantropo e também passa por uma transformação durante a história, ele também é visitado, é visitado por uma bunda...


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O senhor estruge que vive alheio da sociedade acumulando dinheiro e humilhando os outros e acaba searrependendo ao perceber o que destruiu no passado, o que fazia no presente e o que perderia no futuro.


Ao se fazer uma análise funcional do repertório de Lourenço podemos perceber que se trata de uma pessoa com fraca discriminação das próprias emoções, não sabemos dados do seu passado, mas sabemos que ele não teve pai e que sua existência é fruto de um relacionamento furtivo. É possívelque ao longo de sua historia de aprendizagem ele tenha tido poucas chances de gerar um self adequado baseado nas explicações verbais eliciadas pelas trocas de contatos emocionais e pela sinalização do significado, razão e importância dos sentimentos. Lourenço sobrevive a isso e parece ser bem sucedido ao usar uma esquiva ativa, o que reforça negativamente seu repertorio misantropo. Ou seja,Lourenço não discrimina as próprias emoções e não teve oportunidade para modelar a exteriorização da intensidade, diferenciação das suas emoções o que faz com que a possibilidade de vinculação emocional com outras pessoas se torne um sinalizador de punição positiva, para evita-la ou adia-la, Lourenço se esquiva do contato e se vincula com os objetos das pessoas e não com as pessoas.
Ao ter umareação respondente tênue e quase inócua frente ao afeto do outro, Lorenzo se torna um especialista na arte da extorsão, não sabemos o que refinou o repertório do que, se foi a extorsão bem sucedida que consequenciou Lourenço e aperfeiçoou seu repertório de insensibilidade respondente ou se o seu repertório frio facilitou seu sucesso na extorsão, o fato é que nosso protagonista privado dosprazeres evocados normalmente pela vinculação com outras pessoas, por suas idéias, seus sentimentos, seus sonhos suas falas, acaba obtendo um duplo reforço não em vínculos, mas no trabalho que faz tão bem, ele ao mesmo tempo obtém dinheiro numa relação de lucro obvia ao comprar objetos diversos por um preço muito baixo para vende-las mais caro depois e também pelo prazer obtido ao ter a sensação decontrole.
Segundo Skinner nunca teremos controle sobre nada, pois na verdade o controle sempre esta no ambiente e na relação que traçamos com ele, contudo podemos ter sensação de controle ao conhecermos as contingências que permeiam e mantém nossas respostas, Lourenço tinha sensação de poder e era consequeciada por ela na medida em que ele sabia que as pessoas que o procuravam estavam emuma condição de grande privação, esse conhecimento dava a ele duas ferramentas de dominação: uma de oferecer o menor dinheiro quanto maior fosse o desespero, e outra de destruir, frente ao preço pago, todo o valor implicacional que o objeto tinha para quem o possuía.
Destruir o valor implicacional do objeto é importante, não só pelo prazer que o controle provocava em Lourenço, mas tambémporque sinaliza a efetividade da esquiva das próprias emoções que podiam ser ativadas ao se perceber o outro como pessoa e não como coisa.
Alguém desavisado poderia ver Lourenço com alguém forte, mas isso é apenas publico na verdade Lourenço é alguém em fuga de si mesmo e que conseguiu uma boa estratégia nas contingências e repostas que criou para conseguir evitar a punição evocada pelo...
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