Analise economica dos governos militares

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 23 (5626 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de julho de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
ANÁLISE ECONÔMICA DOS GOVERNOS MILITARES 1964 – 1985

INTRODUÇÃO
Apresentamos uma análise da economia nos governos militares de 1964 à 1985. Os planos, as políticas econômicas implementados, seus objetivos, suas conseqüências positivas ou negativas. As crises e suas causas mostrando por vezes conjunturais e estruturais. A situação externa e os reflexos aqui sofridos. Enfim os erros e osacertos do período conhecido como ditadura militar que após um golpe de estado governa o Brasil por 21 anos.
A DITADURA MILITAR
A queda de João Goulart significou o fim período democrático e o início da mais longa ditadura de nossa história.
Foram 21 anos sob a dominação dos militares, que colocaram no poder cinco generais-presidentes: Castelo branco, Costa e Silva, Médici, Geisel eFigueiredo. Uma página suja na história política brasileira, que revela uma sociedade calada pela força das armas, cassada em seu direito de voto, censurada em todas as suas manifestações. Um período em que o Brasil teve muito de seus filhos torturados e mortos pela violência dos órgãos de repressão. Em termos econômicos, a ditadura militar adotou um modelo de desenvolvimento dependente, quesubordinava o país ao interesse, ao capital e à tecnologia estrangeiros. Foi a época do "milagre brasileiro", em que se gastavam milhões de dólares em obras faraônicas. Financiava-se o desenvolvimento do país sem atenção ao avanço social do povo. Ao fim da ditadura, o Brasil estava mergulhado numa das maiores crises econômicas e sociais de sua história. As pressões populares exigindo a volta da democraciamanifestavam-se com crescente vigor.

A DITADURA MILITAR SUA ORIGEM E SEUS GOVERNANTES
JÂNIO QUADROS (61)
Em 1961 Jânio Quadros é eleito presidente prometendo às massas populares "varrer" toda sujeira da administração pública do Brasil, para acabar com a corrupção. Seu símbolo era uma vassoura.
Seu governo foi marcado por atitudes contraditórias, que lhe levaram à renúncia. Ao mesmotempo em que ele fazia uma política interna contrária ao comunismo (mantendo o país aberto para o capital estrangeiro), fazia uma política externa simpática ao comunismo, chegando ao ápice ao condecorar Che Guevara (líder da revolução socialista de Cuba) com a mais importante comenda brasileira, a do Cruzeiro do Sul. Como não resistiu às pressões políticas, renunciou ao cargo de presidente darepública.
JOÃO GOULART (1961-1964)
Com a renúncia de Jânio, o cargo deveria ser ocupado pelo vice-presidente eleito João Goulart que se encontrava em missão oficial na China comunista, assim o cargo foi entregue ao presidente da câmara dos deputados – Ranieri Mazzilli.
No retorno de Jango ao Brasil, a oposição tentando impedi-lo de tomar posse, o acusou de ser um "perigoso comunista".Dois grupos políticos se formaram; um favorável à posse, que organizou a frente legalista (pretendia garantir o cumprimento da lei constitucional) e outro contrário a posse (militares). O confronto entre esses dois grupos levaria o país a uma guerra civil, para isso foi negociada uma solução: Jango assumiria, mas sob regime parlamentarista, tendo como 1º ministro Tancredo Neves.
A emendaconstitucional que estabeleceu o parlamentarismo previa um plebiscito, feito por Jango, onde se estabeleceu a volta ao presidencialismo, podendo, assim, o presidente assumir plenamente seus poderes.
O país se encontrava numa estabilidade política e estagnação econômica quando Jango criou o plano trienal de desenvolvimento econômico e social (melhor distribuição de riquezas nacionais, reduzir adívida externa, diminuir a inflação e manter o desenvolvimento econômico sem sacrificar somente os trabalhadores etc..). Apavorados com a idéia de perder seus lucros e privilégios, os grandes empresários uniram-se aos militares e começaram a tramar a queda de Jango. As reformas de base (reforma agrária, urbana, educacional, eleitoral e tributária) anunciadas, no comício da Central do Brasil,...
tracking img