Analise dos autores anderson ribeiro filho, ricardo oriá, trajano filho e

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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE BRAGANÇA
FACULDADE DE HISTÓRIA

Disciplina: História da África

Aluno: Gerfisom Sena da Silva Matrícula: 09448001404

QUESTÃO: Com base na leitura dos três autores (Trajando Filho, Anderson Ribeiro Oliva e Ricardo Oriá), identifique os principais argumentos de cada um e em que ponto eles se aproximam.RESPOSTA: O professor Trajano Filho, em seu texto, “História da África – Pra Quê?”, nos mostra o quão importante é estudar a história da África no Brasil, pois, a mesma é também uma vertente do nosso passado. Ele ressalta que é extremamente problemático o argumento de que existe uma continuidade entre o passado africano e o presente brasileiro, pois há muitas questões sociais e culturais sobre aÁfrica, bem como um processo histórico diversificado no continente muito antes do período da colonização, que envolvem muito mais do que apenas uma relação de continuidade com o Brasil.
O autor faz uma crítica sobre a noção homogênea que se tem sobre a África, onde são dispensadas tanto a diversidade cultural quanto histórica dos povos daquele continente. Daí, uma boa razão para se estudar ahistória da África, pois, segundo ele, devemos “desnaturalizar” a perspectiva que temos sobre o continente, proveniente do pensamento europeu, onde, na concepção mais grosseira, os africanos dividam-se um grupo mais primitivo (bantos) e um menos primitivo (sudaneses). A partir de estudo e uma compreensão do continente africano, fica evidente a existência da diversidade sócio-cultural africana.
Em seutexto, também é criticada a idéia difundida de que a África quase não tem história antes da chegada dos europeus ao continente. É preciso que nós aprofundemos nos processos históricos locais para podermos entender a atual a situação da África. O autor também critica a idéia de que a cultura africana significa a soma de traços ou atributos, pois com este modo errôneo de compreensão da cultura dosafricanos, o fator histórico passa a ser desprezado.
Por fim, Trajano Filho, critica a noção de que a cultura ou atributo cultural africano está ligado à natureza, ou seja, se a história não der conta de explicar um determinado atributo cultural permanente, então, a explicação vem do fator biológico, da raça. Esta noção nada mais é do que fruto de uma visão eurocêntrica e preconceituosa doséculo XIX. Portanto, segundo a concepção do autor, é preciso que a gente se desvincule dessas idéias eurocêntricas e limitadas quando se trata do continente, através de um estudo minucioso sobre a história da África, levando em consideração a diversidade étnica, histórica e cultural do continente.
Anderson Ribeiro Oliva, em “África, o imaginário ocidental e os livros didáticos”, realiza uma análise,reflexão e crítica sobre a maneira de se repassar a história da África nos livros didáticos. Ele argumenta que, com a aprovação da lei que torna obrigatório o ensino de história da África nos meios escolares e acadêmicos, o motivo pelo qual esta tarefa torna-se difícil se deve ao fato de que, na maioria das vezes, muitos professores, em suas graduações, não tiveram disciplina específica deHistória da África, e que também os livros didáticos reservam um espaço mínimo para tal temática, dando pouca importância para o assunto.
Não é só a questão da carência de um estudo mais ampliado e mais específico da história da África, tanto nas escolas quanto nas academias brasileiras, que Anderson Ribeiro aponta em seu texto. Ele chama atenção também para a forma de olhar e compreensão, por partedos estrangeiros, sobre o continente africano que é, muitas vezes, problemática, pois desde o período colonial, só é repassada uma imagem negativa sobre a África. Todos os problemas repassados pela mídia sobre o continente, tais quais a AIDS, a fome, as guerras étnicas, dentre outros, somam-se aos estudos racistas e preconceituosos sobre a África, bem como às discriminações sofridas pelos...
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