Analise do soneto "desenganos da vida metaforicamente"

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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Trabalho de Literatura do 1º bimestre
Soneto 8 (Desenganos da vida metaforicamente)
Duas pessoas vaidosas e duas pessoas que não são vaidosas.
Valéria e Pryscilla chegam a casa onde estão Ingrity e Leandro se arrumando.
Leandro: Tenho que ajeitar meu cabelo, mas não sei onde coloquei o gel.
Ingrity: Espera, assim que eu acabar de me maquiar eu te ajudo a procurar.
Leandro: Você demorademais pra se arrumar.
Ingrity: Ah, você passa horas ai se arrumando e ainda vem falar de mim? Poupe-me!
Leandro: Cuide e venha me ajudar logo.
Pryscilla: Vamos gente, já está na hora do show!
Ingrity: Como assim? Já está na hora?
Leandro: Eu ainda não estou pronto.
Valéria: Eu não acredito, eu me arrumei 15 minutos.
Ingrity: 15 minutos é o meu banho.
Leandro: Parem de reclamar ai e venham meajudar a procurar o meu gel.
Pryscilla: Vamos Valéria procurar, caso contrário chegaremos ao fim da festa.
Valéria: É esse aqui ó?
Leandro: Não! É outro! Eu não quero esse.
Ingrity: Esse ai é o meu, e não vou emprestar.
Leandro: Só saio daqui quando encontrar.
Pryscilla: Não sei pra que essa vaidade toda.
Valéria: É a vaidade, Fábio, nesta vida, rosa que da manhã lisonjeada, púrpuras milcom ambição dourada, airosa rompe, arrasta presumida.
Ingrity: Menina, o que é isso hein? Você tá ficando louca de tanto estudar pra o vestibular.
Pryscilla: É o soneto que estávamos analisando hoje à tarde!
Leandro: Desenganos da vida humana, metaforicamente.
Ingrity: Acho que sei qual é, falem o resto pra ver se eu lembro!
Valéria: É planta, que de abril favorecida,
Pryscilla: Por maresde soberba desatada,
Leandro: Florida galeota empavesada,
Ingrity: Sulca, ufana, navega destemida.
Valéria: É nau enfim, que em breve ligeireza,
Pryscilla: Com presunção de fênix generosa,
Leandro: Galhardias apresta, alentos preza;
Ingrity: Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa.
Valéria: De que importa, se aguarda sem defesa,
Pryscilla: Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?Leandro: Esse é um soneto decassílabo de Gregório de Matos.
Ingrity: É do estilo de época: Barroco. Estudamos isso essa semana na escola.
Valéria: O esquema rímico é ABBA ABBA CDC DCD.
Pryscilla: Podemos ver a presença do metro, basta pegarmos o 1º, 7º, 14º. No 1º: É/a/vai/da/de/Fá/bio/nes/ta/vi.
Leandro: No 7º Flo/ri/da/ga/leo/ta/em/pa/ve/sa
Ingrity: No ultimo Pe/nha a/nau/fe/rro a/plan/ta/tar/dea/ ro.
Valéria: Podemos ver também o uso de figuras de linguagem, hipérboles, hipérbatos, metonímias...
Leandro: O próprio titulo já diz que à presença de metáforas.
Pryscilla: Vemos que o eu-lírico tratará das desilusões da vida por meio de metáforas.
Ingrity: O autor usa elementos metafóricos, rosa, planta e nau. Todos estão se referindo a vaidade.
Valéria: No primeiro verso ele usa ovocativo Fábio referindo-se ao ser humano. Mostrando os desenganos daqueles que se deixam tomar pela efêmera vaidade.
Pryscilla: Logo no começo encontramos um hipérbato, na ordem direta ficaria desta forma: Fábio, nesta vida, a vaidade é rosa...
Valéria: A vaidade é como a rosa, bonita, atraente, cheirosa mas que possui espinhos.
Leandro: No segundo verso, a rosa que remete a vaidade. A rosa queé agradada pela manhã, afinal, é o amanhecer que a estimula a desabrochar.
Ingrity: Depois com o uso de uma hipérbole (usando o exagero) em “púrpuras mil”. A cor vermelha que chama bastante atenção.
Valéria: Com ambição dourada, a rosa teme pelo brilho do sol.
Pryscilla: No próximo verso o eu-lírico mostra que a rosa Airosa rompe (abre-se) elegante, arrasta presumida, solta vaidade.
Leandro:Tem outro hipérbato nesses versos. Na ordem direta fica assim: Airosa rompe com ambição dourada, púrpuras mil arrasta presumida.
Ingrity: É verdade, teremos agora uma interpretação mais clara. Quando a rosa desabrocha, ela abre-se com elegância e solta a cor púrpura.
Valéria: Quando nos tornamos vaidosos cuidamos de nós mesmos, nos embelezamos. Mas, lá vem o espinho: a vaidade faz isso...
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