Analise do livro - por que não ensinar gramática na escola

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  • Publicado : 14 de setembro de 2011
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Por que (não) ensinar gramática na escola. (Sírio Possenti).
INTRODUÇÃO
Sírio Possenti em sua introdução aborda a temática central que é desenvolvida ao longo texto: as questões relativas ao ensino de língua materna. Ao iniciar sua argumentação fica evidente que não há em sua análise o objetivo do acúmulo de conhecimentos técnicos a cerca do tema referido, mas sim de provocar reflexão.
OPAPEL DA ESCOLA É ENSINAR LÍNGUA PADRÃO.
Possenti deixa evidente sua posição quanto a abordagem de ensino que diz respeito à exigência do dialeto padrão e defende as condições que permitam essa realização somada a responsabilidade da escola em cumprir essa tarefa.O autor opõe-se as duas teorias que são contra essa obrigatoriedade de ensino de língua padrão. A primeira, considerando o aspectopolítico-social, que se baseia na imposição de valores sobre um grupo menos favorecidos, o que na visão do autor só tem a favorecer esse grupo. O segundo argumento é em relação à natureza cognitiva que aponta para as incapacidades biológicas de aprendizagem, facilmente refutada ao observar que até mesmo crianças a partir de uma determinada exposição e interação com uma língua distinta, aprendem comvelocidade considerável.
Do seu ponto de vista, o ensino de língua padrão permitiria ao aluno a aquisição da funcionalidade da língua e literatura ao longo dos tantos anos dentro da escola.
DAMOS AULA DE QUE A QUEM?
Sírio aponta há necessidade urgente de ser preenchida na elaboração de um projeto de ensino de língua: “que haja uma concepção clara do que seja uma língua e do que seja uma criança”. Umaboa seleção de textos pode preparar os professores e limitarem práticas baseadas na incapacidade de aprendizagem das crianças. Basta somente em observar de como as crianças adquirem a língua, ainda que seja em um país estrangeiro, o contato com outras crianças permitem a ela uma aprendizagem sem práticas de ‘treinamento’.
NÃO HÁ LÍNGUAS DÍFICEIS OU FÁCEIS
Ao apresentar o conceito de nível dedificuldades de língua, o autor exibe argumentação com embasamento cientifico que se desenvolveu na observação e no método comparativo de línguas, que todas possuem uma estrutura de igual complexidade. Desmistificando assim, pressupostos e preconceitos que são tão difundidos no senso comum desconstruindo os conceitos errados de “primitivo e desenvolvido”.
TODOS OS QUE FALAM SABEM FALAR
Em seutexto, Possenti problematiza a questão de que muitas vezes nós ao analisarmos as variações e dialetos da nossa própria língua, criamos várias idéias, manifestadas por expressões como “Não sabem falar”, ou “falam errado”. Isso se deve na análise de Sírio Possenti, da nossa capacidade de avaliar uma língua estrangeira como diferente e as variações da nossa língua como defeito ou erro. Defende assim, queprecisamos reconhecer e nos apropriarmos dessas peculiaridades.
NÃO EXISTEM LÍNGUAS UNIFORMES
As variedades lingüísticas de uma língua são produto de uma variedade social, onde cada sociedade em sua respectiva estrutura possui níveis e status e diferentes papéis e atribuições aos cidadãos. Assim não existe a uniformidade de uma língua, e o Brasil não é um país desleixado onde nem a próprialíngua materna é falada com primazia. As interações sociais e o que as caracterizam, são fatores externos a língua e fatores como aspectos geográficos, idade, sexo e culturais são capazes de produzirem alterações perceptíveis no que diz respeito à variação.
NÃO EXISTEM LÍNGUAS IMUTÁVEIS
A mutabilidade das línguas, verdade esta indiscutível, para Sírio concretiza que o falante contemporâneo não estáhabilitado a dominar certas formas lingüísticas já que não as conhece. Diversos arcaísmos, ou regências em desuso, ainda que ensinadas não integrarão mais a forma de se expressar de um povo que não a pratica. Os indivíduos considerados cultos dentre de uma sociedade usam as novas formas da língua em seu discurso sem percebê-las. O que Sírio propõe não é incentivar uma aversão aos arcaísmos,...
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