Analise do filme "o nome da rosa"

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  • Publicado : 27 de outubro de 2012
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UNIVERSIDADE VALE DO ACARAÚ
DISCIPLINA: Latim
MEDIADORA: Rosângela Costa da Silva
ACADÊMICA: Shirley Kelly Mendonça Paula

ANÁLISE DO FILME “O NOME DA ROSA”
O filme "O Nome da Rosa" se passa num mosteiro controlado pelos Beneditinos, na Itália medieval (1327), que recebe a visita de Franciscanos e representantes do Papa para uma conferência, onde decidiriam se a igreja católica deveriadoar parte de suas riquezas aos menos favorecidos ou não.
O frei franciscano William de Baskerville e Adso, um noviço que o acompanhava, são convidados pelo abade para investigar uma série de mortes que estão ocorrendo no mosteiro, dispondo de instrumentos sofisticados como o astrolábio, o quadrante e óculos de duas lentes, que eram utilizados pelos mouros e desconhecidos pela maioria dos cristãos.Essas mortes eram atribuídas pelos Beneditinos às forças e ação demoníacas, já que elas obedeciam a uma seqüência apocalíptica, devido a algumas circunstâncias coincidentes com as Sagradas Escrituras, na qual as sete trombetas do apocalipse anunciam as catástrofes do final dos tempos. Frei Willian de Baskerville discorda e acredita que as mortes estavam relacionadas à biblioteca, uma vez quesomente os monges sabiam ler e escrever, e eram eles que faziam as traduções dos livros, entre eles os livros greco-latinos. Os livros ficavam escondidos e nenhum monge tinha contato direto com eles, apenas o abade, o bibliotecário e seu ajudante.
Investigando, Frei William relaciona as mortes a um livro greco-latino de Aristóteles, que falava supostamente do riso e de sua filosofia. Apenas algunsmonges sabiam de sua existência e eram proibidos de lê-lo e até mesmo de chegar perto dele.
Frei William questiona, então, o comportamento, a doutrina e a fé presentes naquele mosteiro ao deparar-se com diversos acontecimentos distantes do seu cotidiano. Mas, antes dele concluir as investigações, chega ao mosteiro o grão-inquisidor pronto para torturar e matar qualquer suspeito de heresia e quetenha cometido assassinatos em nome do diabo.
No mosteiro o que prevalecia era o princípio da autoridade. Ou seja, os monges não podiam opinar e nem questionar sobre qualquer assunto. Eles tinham Deus acima de tudo, numa relação onde a fé se sobrepunha à razão.
Frei William constata que os monges mortos apresentavam o dedo indicador e a língua azul, o que faz com que ele descubra que o livroproibido estava envenenado. Ele, assim, sai à procura deste livro para que possa provar a inocência de dois monges e uma moça que haviam sido condenados à fogueira por heresia e, também, por não se curvarem às ordens e às imposições da igreja católica. Porém o monge, que envenenara o livro proibido, come-o e morre envenenado enquanto a biblioteca é destruída pelo fogo. Com isso a população serevolta com a igreja católica dando início a uma nova época.
O filme "O Nome da Rosa’ mostra a religião como elemento agregador. Neste contexto, a igreja influência tanto no espiritual quanto na política, até para ajudar na conversão dos bárbaros ao cristianismo e se apossar da herança cultural greco-latina, que ficava resguardada nos mosteiros. Os mosteiros eram construídos em lugares isolados,onde os monges cuidavam de tudo – eles realizavam o trabalho espiritual e braçal.
Os monges eram os únicos letrados num mundo em que nem os nobres e nem os servos sabiam ler e escrever. Com isso a igreja exercia grande influência no controle da educação e das formações moral, política e jurídica da sociedade medieval.
Os mosteiros enriqueciam suas bibliotecas e, com o trabalho cuidadoso dosmonges copistas, traduziam para o latim os textos selecionados da literatura e filosofia greco-latina. Bibliotecários meticulosos controlavam, mediante ordens superiores, as leituras permitidas e as proibidas, a fim de preservar a fé a todo custo. Porém não conseguem prever nem impedir o desvio da fé.
Estudiosos adaptam o pensamento grego ao novo modelo de homem adequado à concepção de vida...
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