Analise do filme "o diabo veste prada"

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  • Publicado : 17 de novembro de 2012
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1. INTRODUÇÃO
Se houve um tempo em que a preocupação, nas organizações, era focada prioritariamente na produção, a realidade de nossos dias, sem dúvida, é outra. Superadas as teorias voltadas à otimização do trabalho, ajustando o homem aos equipamentos, o que temos hoje, ao contrário, é a tentativa de aperfeiçoar o homem, a fim de extrair todo o seu potencial. Para isso, é preciso“conquistá-lo”, “contaminá-lo”, de tal forma que os seus objetivos pessoais estejam refletidos nos objetivos da organização. E é aí que encontraremos um amplo espaço para o debate acerca da cultura organizacional, junto analisando o filme O Diabo Veste Prada.

2. O DIABO VESTE PRADA
Na análise do filme “O Diabo veste Prada”, identificamos o elemento central da cultura organizacional napersonagem Miranda Priestly, vivida por Meryl Streep. Editora chefa da revista de moda Runway, Miranda personaliza os elementos principais da cultura organizacional destacados no ambiente de trabalho.
VALORES, CRENÇAS E PRESSUPOSTOS.
Ao assumir a vaga de “segunda assistente” de Miranda Priestly, Andy Sachs – vivida por Anne Hathaway -, se depara com uma realidade totalmente fora de seus padrões– ou de sua cultura. Formada em jornalismo, em busca de oportunidades para mostrar seus talentos, Andy “cai de paraquedas” no ambiente de trabalho dominado pela figura de Miranda Priestly, logo deixando transparecer a sua total incompatibilidade com o cargo e com a proposta de trabalho que lhe é apresentada.
No entanto, ouve insistentemente a frase “milhões de garotas gostariam de ocupar estelugar”; o que se torna um estímulo para que siga em frente, vislumbrando as oportunidades que este cargo poderia trazer para sua carreira profissional. E, desta forma, acaba “incorporando” a cultura organizacional, transformando-se em uma das “moças da Runway”.
Disposta a tornar-se parte deste “novo mundo” – simbolizado pela revista -, Andy começa sua transformação a partir de suas roupas. E oque deveria ser apenas “um gesto simbólico” para integrar o universo da moda, na verdade será sua “porta de entrada” para que passe a viver uma nova realidade, a partir dos valores incorporados no ambiente de trabalho.
Neste cenário, Miranda Priestly sintetiza a profissional bem sucedida, referência absoluta no mundo da moda, à qual é conferido o poder de ditar tendências, mudar coleções. Temidapor todos os que trabalham ao seu redor, não hesita em “usar e abusar” de suas assistentes no trabalho para cuidar, também, de suas obrigações pessoais.
Miranda é a alma da Runway, que não existiria sem Miranda. Utilizar-se, portanto, de sua estrutura de trabalho para cuidar de sua vida pessoal, é totalmente aceitável, até mesmo porque esta fica em segundo plano – um dos valores implícitos aserem adquiridos por quem deseja fazer parte deste universo.
Neste “embalo”, Andy vai se consolidando como uma profissional competente, na medida em que incorpora os valores repassados por Miranda, a ponto de colocar sua vida pessoal – namorado, amigos -, em jogo. Ou seja, conquista o respeito de seus colegas a partir do momento em que passa a viver de acordo com os valores da culturaorganizacional.
RITOS, RITUAIS E CERIMÔNIAS:
Podemos destacar, no filme, a semana de moda em Paris, como o “ritual” de passagem para aquelas que sonham ingressar, definitivamente, no universo “Runway”. Ou seja, que desejam conquistar, definitivamente, seu “lugar ao sol”, no mundo da moda.
HISTÓRIAS E MITOS, TABUS E HERÓIS:
Miranda Priestly. Essa personagem sintetiza todos esses elementos. A história daRunway se confunde com sua história pessoal. Desta forma, ela se transforma em um mito, incorporando o herói e criando tabus.
NORMAS E IDENTIDADE:
Embora não sejam formalizadas, as normas são claras: se quiser fazer parte deste universo, sigam à risca às ordens de Miranda Priestly. Seja sua escrava, fiel e submissa. Não ouse questioná-la. Ela é a verdade. Ela é o caminho. Ela é absoluta e...
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