Analise do curta-metragem - dias(fernando segtowick

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A INTERRELAÇÃO DA MÚSICA E DO ELEMENTO SONORO COM A IMAGEM NO CURTA-METRAGEM “DIAS”

Alessandra Nunes Bezerra
orkideanegra@ymail.comJosiclei de Souza Santos
josicleisouza@yahoo.com.br

RESUMO: Este trabalho apresenta uma análise do curta-metragem chamado DIAS. Um filme que lida com problemas que poderiam acontecer em qualquer cidade. No entanto, a metrópole do filme, Belém, estálocalizada entre rios e florestas, como é comum a muitas cidades da Amazônia. A análise irá se concentrar em uma leitura que leva em conta não só a narrativa visual, ou o diálogo, mas sobretudo o elemento sonoro, como condutor da narrativa, onde a trilha sonora e até mesmo os sons da diegese são comunicadores de sentido, em uma relação de diálogo com as imagens. Este trabalho é o resultado damatéria ministrada pelos professores Dr. Joel Cardoso e Dr. Bene Martin - cinema e outras linguagens - pelo PPGARTES - ICA - UFPA.

Palavras –chaves: Música, Som, Narrativa, Cinema.

RÉSUMÉ: Cet article présente une analyse de la court-métrage intitulé JOURS. Un film qui traite de problèmes qui pourraient se produire dans n'importe quelle ville. Toutefois, la métropole du film, Belém, est situéentre rivières et les forêts, comme cela est courant dans de nombreuses villes de l'Amazonie. L'analyse se concentrera sur une lecture qui prend en compte non seulement de la narration visuelle, ou le dialogue, mais plutôt l'élément sonore, en tant que chef de la narration, où la bande-son et même les sons de la diégèse sont des communicateurs du sens dans une relation de dialogue avec les images. Cetravail est le résultat de la matière enseignée par des professeurs Dr Cardoso Joel Martin et le Dr Bene - Cinéma et d'autres langages - au PPGARTES - ICA - UFPA.

Mots-clés: Musique, Son, Récit, Cinéma.

FADE IN (INTRODUÇÃO)

A arte sempre esteve presente na vida do ser humano, como busca de uma espécie de compensação e ultrapassamento dos limites do mundo em que vivemos. Ela parte do existenteem direção ao campo ficcional da possibilidade. No dizer de Baudrillar (1992), esta dinâmica da arte a colocaria como um simulacro de nossa realidade, uma incessante busca de preencher uma falta inerente ao humano e experienciar um devir para além do real. Desse modo, estabelece-se entre o sujeito e a arte uma relação de complementariedade e ao mesmo tempo de ausência que é própria dos signos. E,neste encalço, percebemos no ato da criação artística um processo cognitivo e expressivo que, apesar de não possuir um compromisso pedagógico direto com a realidade, a toma como referencial, num movimento dialógico de representação e descontrução -acentuado (BAUMAN, 1998, p. 123), passou a significar uma fuga para frente, no sentido de escapar à armadilha reificadora do real (BARTHES,1987, p. 54).Esta fuga para frente se materializou dentre outros fatores por meio de inovações técnicas que buscaram ultrapassar os limites de cada linguagem artística, e foi favorecida e bastante expandida também pelas inovações tecnológicas. Na esteira de tais inovações,por exemplo, temos a fotografia e o cinema, este último surgido oficialmente a partir dos irmãos Lumière, no final do século XIX, e queabarca várias linguagens artísticas, vindo no decorrer dos anos a se apropriar cada vez mais da dos incrementos tecnológicos. Esses incrementos de fins do século XIX e início do XX trouxeram para a arte uma nova dinâmica que influenciou tanto no processo de composição quanto de fruição da mesma, abalando conceitos fundamentais na arte de até então, como autoria e originalidade, e trazendo à tona...
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