Analise do conto um apologo

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Pontifícia Universidade Católica do Paraná
ESCOLA DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES
CURSO DE LETRAS










ANALISE ESTRUTURAL DO CONTO UM APÓLOGO















CURITIBA
2012
CARLA CRISTINA ANDREQUETTO
IRONDINA RODRIGUES DOS SANTOS
STEFANNY CAROLINE ALCANHA













ANALISE ESTRUTURAL DO CONTO UM APÓLOGO

TRABALHO APRESENTADO A DISCIPLINA DEFUNDAMENTOS TEÓRICOS DA LITERATURA, COMO REQUISITO PARCIAL PARA OBTENÇÃO DE NOTA SEMESTRAL.

Orientador: Prof. Ms. Eliege Pepler











CURITIBA
2012
INTRODUÇÃO

A ANÁLISE ESTRUTURAL DO CONTO UM APÓLOGO, DE MACHADO DE ASSIS FOI EMBASADA NA TEORIA DO ESTRUTURALISMO E SEMIOTICA, POR TERRY EAGLETON. O CONTO É COMPOSTO POR NARRATIVAS, QUE TEM A INTENÇÃO DE TRANSMITIR UMA MORAL DAHISTORIA PARA O LEITOR. O CONTO RELATA A HISTORIA DE DOIS PERSONAGENS QUE VIVIAM UM CONFLITO ONDE ENVOLVIA O EGO DE CADA UMA, POIS UMA QUERIA SER MELHOR QUE A OUTRA.
Pretende-se então analisar o conto a partir do embasamento do texto estruturalista e a partir da leitura findar a analise.Análise

O CONTO UM APÓLOGO, DE MACHADO DE ASSIS, É COMPOSTO POR DUAS NARRATIVAS: EXTERNA E INTERNA.
Analisando a narrativa interna, identifica-se o narrador-personagem, que narra em primeira pessoa, tem participação no enredo e traz a ele varias marcas de diálogo como travessões, pontuações exclamativas, interrogativas e continuações de fala. Dentro desta narrativa pode se verificar odialogo direto entre os personagens principais, agulha e o novelo de linha, e ainda uma breve fala com um alfinete, sendo estes personagens inanimados. Como personagens não figurativos, encontram-se a costureira e a baronesa que não participam do dialogo. Repara-se que todo este conjunto de personagens não possuem nomes próprios dentro do texto.
A história se passa na casa da baronesa que tem acostureira aos seus pés, evitando o incômodo de ter que procura-la, e decorre em tempo cronológico sem retroceder acontecimentos e/ou informações. Os acontcimentos do conto são diacrônicos, pois sucedem um dia após o outro. Percebe-se que os elementos utilizados condizem com os personagens, como por exemplo, o pano ser a melhor das sedas para a confecção de um vestido de baile para a baronesa. Anarrativa interna ainda cita um atributo da costureira e faz uma comparativa devido a sua agilidade em costurar.
O enredo trata-se de uma trama conflituosa entre os personagens principais, agula e linha que estabelecem uma relação de superioridade uma contra a outra. Conforme a teoria de Saussure, a agulha é submissa ao novelo de linha, e faz um papel subalterno à mesma com a função de abrir caminhapara a passagem da linha. Esse conflito implica nos sentimentos de desprezo e orgulho entre elas. Diante desses fatos, surge ainda como elemento surpresa o personagem alfinete, que tem o papel de conselheiro no conflito entre a agulha e o novelo de linha.
Dentro da narrativa externa, encontra-se o narrador observador, que desempenha o papel da narrativa em terceira pessoa sem se envolver comos acontecimentos e fatos narrados. Permanece imparcial ao relatar o ocorrido sem possuir quaisquer vínculos com os personagens, intercalada entre os diálogos da narrativa interna.


A linguagem interna do texto possui uma característica culta onde apresentam expressões usadas adequadamente na época, e ainda é feita a utilização de signos (plic-plic-plic-plic) para representar o contatoda agulha com a seda. Na narrativa externa a linguagem possui a mesma caracteristca, utilzando um termo metafórico apenas em seu final.
Como um ultimo personagem do conto, surge o professor de melancolia, que ouve a historia contada pelo narrador e faz uma comparação com algo semelhante que se passa em sua vida, pois de acordo com seu depoimento mostra-se indignado por de certa maneira...
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