Analise de documento- facundo e o poder

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'UNIVERIDADE ESTUDAL DE SANTA CATARINA – UDESC
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E DA EDUCAÇÃO – FAED
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

Disciplina: História da América II
Professora: Mariana Joffily
Acadêmicas: Alice Aschermann, Beatriz Bordignon e Juliana Ribeiro



ANÁLISE DE DOCUMENTO
‘A América Latina de Colonização Espanhola:
Antologia de Textos Históricos’

Florianópolis, 24 de outubro de2011.
A análise aqui apresentada se trata de um texto – Facundo e o Poder – de Domingo Sarmiento originalmente escrito em sua obra Facundo: Civilización y Barbárie em 1845. Assim como esse texto, outros tantos com a mesma finalidade temática foram agrupados em um livro escrito por Anna Maria Martinez Corrêa e Manoel Lelo Bellotto: A América Latina de Colonização Espanhola: Antologia de TextosHistóricos – nossa fonte de análise do escrito de Sarmiento.
Para compreender o contexto de produção deste documento, é necessário que remontemos parte do contexto histórico do século XIX na Argentina: mesmo após a independência de seu país, a Argentina, assim como outros países antes dominados pela Espanha, se via dependente economicamente de outras metrópoles e, nesse caso, tratou-se daInglaterra. Foi, portanto, somente em 1810 que a antiga colônia conseguiu afirmar sua autonomia, ainda que sua formal independência viesse em 1816, momento no qual uma junta provisória se constituiu e a luta entre republicanos e monarquistas iniciou-se, eclodindo em uma guerra civil: de um lado federalistas do interior (fazendeiros conservadores e trabalhadores rurais) queriam a autonomia das províncias,e do outro os unitaristas de Buenos Aires (comerciantes cosmopolitas em busca de capital e imigrantes de idéias européias) exigiam um governo fortalecido e centralizado na capital.
Juan Manuel Rosas fez da Argentina da década de 30 do século XIX uma federação de províncias unificadas sob seu comando, apoiando a elite proprietária de terras e desqualificando de maneira brutal os unitários. Énesse contexto, portanto, que Sarmiento, um unitário declarado, inicia sua jornada contra essa dominação caudilhista, principalmente após ser perseguido por federalistas durante sua vida política na Argentina e exilado no Chile – local onde escreve “Facundo: Civilización y Barbárie” em um folhetim para um jornal em que trabalhava.
“Facundo e o Poder” é parte dessa empreitada contra a políticafederalista na Argentina e, principalmente, contra Facundo Quiroga, um caudilho que assume o poder de La Rioja em 1835 e tem como, nas palavras de Sarmiento, “seu comandante de campo, seu herói do deserto”¹ Juan Manuel Rosas. A finalidade desse texto parece estar atrelada a um repúdio pessoal que possui contra Quiroga, transpondo-o ao público leitor e, de modo romântico, apresenta traços marcantes dapersonalidade política de Facundo.

Como dito acima, o conteúdo do documento está baseado no governo de Facundo Quiroga, um líder federalista que se torna governador de La Rioja. Nas palavras de Domingo F. Sarmiento, que mostram notoriamente seu repúdio pelo caudilho ele relata: “Facundo, gênio bárbaro, apodera-se de sua terra; as tradições de governo desaparecem, as formas degradam-se, as leissão joguetes em mãos torpes e, em meio desta destruição efetuada pelas patadas dos cavalos, nada se constrói, nada se estabelece. O espairecimento, a ociosidade e a incúria são o bem supremo do gaúcho”.² Dessa mesma forma, o vício que tinha por jogos e casos em que humilhava homens considerados “cultos” são constantemente mencionados no texto. Tem-se, portanto, uma constante caracterização profundada vida pessoal do caudilho, em que seus feitos e honrarias parecem esquecidos e dão lugar a um homem cego de poder e bárbaro.
O monopólio de Facundo, portanto, era constituído em todos os ramos onde a população se via explorada pelo próprio benefício de Quiroga. O egoísmo é ligado a essa administração federalista, pois visava concentrar tudo o que via disseminado na sociedade: fortunas,...
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