Analise de conjuntura - guerra das malvinas (realismo)

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FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO

ANÁLISE DE CONJUNTURA
"Até que ponto a Guerra das Malvinas pode ser considerado um conflito de necessidade?"

TRI

Prof. Fernanda Magnotta



São Paulo, Outubro 2012
O paradigma realista no estudo das Relações Internacionais é provavelmente o mais conhecido e com o maior número de adeptos. Sendo assim também é considerado a forma mais básica de sepensar criticamente. Por mais que a maioria que o estuda logo adere a sua maneira de pensar, o realismo é de suma importância às outras teorias, já que através da tentativa de derrubar suas proposições, inúmeras outras correntes puderam se estruturar no caminho. A própria teoria realista pôde se estabelecer assim, com um chute inicial de E. H. CARR em ‘A crítica realista’, com apenas um críticaspuderam abrir caminho a um conjunto de hipóteses e leis científicas mais tarde por H. MORGENTHAU.
                Morgenthau, o pai do realismo, em sua obra “A política entre as nações” datada da década de 40, construiu seus conceitos para o realismo clássico em meio a um mundo bipolarizado (EUA E URSS) e assim  seu ponto principal fora encontrado: O Poder.  A razão e aspiração de todas as relaçõesentre os atores. Em sua obra, ele define nação como uma "união abstrata de indivíduos unidos por uma compensação psicológica visando à aspiração de poder, a qual, quando reprimida no plano interno, é estimulada no externo". E sendo assim, a política internacional nada mais seria do que é um luta de interesses individuais (de cada nação envolvida) rumo ao poder, e por fim, o tal poder político,diz respeito a relações mútuas de controle entre detentores da autoridade pública e pessoas em geral, unidos mais uma vez por uma relação psicológica entre aqueles dois. O impacto que o primeiro exerce sobre os últimos deriva de 3 fontes: expectativa dos benefícios, medo das desvantagens e respeito/amor por homens ou instituições.
  Em abril deste ano o mundo testemunhou o aniversário de 30 anos deum dos conflitos que divide os britânicos e argentinos até hoje, principalmente por questões de honra e ego: A guerra das Malvinas. Este conflito se iniciara em 1982 após Argentina invadir o arquipélago que considera sua extensão territorial histórica. O país entende que, ao terem se tornado independentes em 1822 dos espanhóis, estes também passariam a controlar tais ilhas que pertenciam aosmesmos colonizadores. Entretanto, a versão dos britânicos diz que seu país já havia colonizado o arquipélago em 1833, e por isso, a legitimidade das ilhas lhes pertencia. (G1 2012)
Tal situação se bem analisada se encaixa perfeitamente no ponto vital do realismo, a disputa pelo poder, por este ser o objetivo principal e mais importante do homem, e consequentemente, da nação. Como já dito, Morgenthauna criação do realismo, resumiu-o em seis aspectos básicos que se entrelaçados a guerra das Malvinas, justificam as decisões e ações tomadas de ambos os lados. Seu primeiro, e talvez mais relevante ponto, seria o de que "a política obedece a leis objetivas que são fruto da natureza", em outras palavras, se espelha na associação entre realismo e natureza humana: os desejos naturais dos humanos sãoaplicados nos fenômenos políticos, como a cobiça, inveja, ganância, etc. Os então chefes de estado, General Leopoldo Galtiere na Argentina, e, Margareth Tatcher na Inglaterra, reagiram com força máxima na primeira ameaça de discórdia, afinal ambos os países desejavam o controle do arquipélago e não cederiam facilmente um ao outro, prova de desdém ao poder. (DUARTE 1986) Um fato interessante seriao de que na época as ilhas eram habitadas praticamente por um milhão de pinguins, e não se sabia com exatidão se tal área um dia poderia ser explorada economicamente e trazer proveito a respectiva metrópole. Um exemplo seria de que a exploração de petróleo e gás natural somente iniciara-se em 2009, pela Inglaterra. (DUARTE 1986)
Tal manobra então só ressalta que a luta era meramente pela...
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