Analise comunicacional da serie sai de baixo

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  • Publicado : 20 de março de 2013
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Desde sempre o cinema e a televisão deram vozes as identidades nacionais. Fazendo com que as massas populares assistissem à televisão não apenas para se divertir, e sim para fazer experimentos comsua vida cotidiana e para ver reiterados os códigos de seus costumes.
Estruturando qualquer tema ou situação, a televisão evoca mitos e massifica modos de comportamento. Tudo se torna contemporâneo enão há resistência por parte dos consumidores a essa proximidade criada. O consumidor sente-se anestesiado com a magia do ver.
A América Latina ainda tem a família como unidade básica de audiência,pois ela ainda representa para a maioria das pessoas a situação primordial de conhecimento. Tomando como o exemplo o sitcom Sai de Baixo, o âmbito de conflitos e fortes tensões, e a cotidianidadefamiliar causam ao espectador certa identificação. Onde o ambiente familiar é “um dos poucos lugares onde os indivíduos se confrontam como pessoas e onde encontram alguma possibilidade de manifestar suasânsias e frustrações”.
O formato do programa, em que todos os episódios eram gravados no teatro de São Paulo, o Procópio Ferreira, aumentava as relações de proximidade com o telespectador. Resultando emuma maior interação com o público e criando uma simulação de contato. Para esse trânsito entre a realidade cotidiana, abortada em todos os episódios, e o espetáculo ficcional fluir naturalmente, sãonecessários intermediários fundamentais. Podemos tomar como exemplo a personagem de Cláudia Jimenez, Edileuza, que fornece o clima exigido, coloquial.
Os rostos dos personagens sempre são próximos eamigáveis, nem fascinantes e nem vulgares. Tudo é familiarizado e se torna “próximo” do público, até o que houver de mais remoto. A série emitia transparência e simplicidade ao incluir nos episódiosos erros que os personagens cometiam durante as gravações.
“É no espaço da comicidade que a televisão se atreve a deixar ver o povo.” Nota-se esse uso constante do realismo cômico grotesco no...
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