Análise do Conto Meu Companheiro


MEU COMPANHEIRO
Autoria: Ana Jéssica, Caroline Aguiar, João Paulo e Juliana Lima.

"conto sempre será tudo aquilo que seu
autor batizar com o nome de conto.”
Mário de Andrade

RESUMO
Carlos Drummond de Andrade, em Meu Companheiro, narra a história entre um homem e o seu cão, em que o personagem relembra os tempos em que estava sempre acompanhado de seu cachorro, do qual tornara amigo.O conto mantém uma estrutura essencialmente objetiva, não deixando de ser notável um toque de ironia relacionado a certos aspectos, expondo traços do socialismo.

PALAVRAS-CHAVE
Literatura, Conto, Meu Companheiro, Carlos Drummond de Andrade, Análise Textual.

INTRODUÇÃO
O conto “Meu Companheiro”, de Carlos Drummond de Andrade, está incluso no livro Contos de Aprendiz, publicadooriginalmente em 1951. Ao analisar o conto, é possível encontrar traços de subjetividade e críticas sociais, o que é uma característica marcante do autor. Diferentemente da maioria dos contos, que são narrados em 3ª pessoa, o narrador deste é autodiegético, protagonizando o conto.
Motinha, o protagonista, fez de Pirolito, o cachorro, seu confidente, seu amigo e seu conselheiro. No conto, ele nos mostra deperto o convívio, do começo ao fim, com o seu companheiro.

VIDA E OBRA DO AUTOR
Carlos Drummond de Andrade nasceu em 31 de outubro de 1902, em Itabira – MG. Veio de uma família de fazendeiros não muito bem sucedidos, estudou na cidade de Belo Horizonte e também com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo – RJ, de onde foi expulso, aos 17 anos, por "insubordinação mental" porque sedesentendeu com seu professor de português; era conhecido como “general” pelo seu jeito altivo. Começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que juntava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.
Pela insistência de sua família, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar de breve, foi importantepara o modernismo em Minas, mas o modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934). Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Trabalhou em seguida no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e seaposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, em 1969, no Jornal do Brasil.
Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e, sobretudo, em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensãopara com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.
Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversoslivros em prosa.
Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gotade veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).
Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

ANÁLISE FORMAL DO CONTO
Analisamos o conto a...
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