Análise de endividamento

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 20 (4839 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 18 de outubro de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
ANÁLISE DO NÍVEL DE ENDIVIDAMENTO E FONTES DE FINANCIAMENTO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA, CAMPUS APROXIMADO DE CAPINZAL

Tiago Luiz Vilarino
José Elmar Feger
RESUMO
A nova Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Brasileira proporcionou uma expansãosem igual na quantidade de IES, proporcionando uma oportunidade para milhares de brasileiros terem acesso ao ensino superior, porém ainda existe a inadimplência estudantil. Com o objetivo de analisar o nível de endividamento e as fontes de financiamento estudantil, elaborou-se este estudo com acadêmicos do curso de Administração da Universidade do Oeste de Santa Catarina na cidade de Capinzal - SC.Constatou-se que o principal meio de financiamento, o FIES, não é utilizado e talvez nem conhecido pelos estudantes. Através de análise quantitativa, verificou-se na amostra estudada que a inadimplência tem relação com as prioridades das famílias brasileiras, onde a educação por grau de importância ocupa o 6° lugar.

Palavras - chave: Bolsas de estudo, Financiamento estudantil e inadimplência1 INTRODUÇÃO

No Brasil, a partir de meados dos anos 90, houve um crescimento acelerado do número de instituições de ensino superior (IES), conforme mostra o relatório publicado pelo MEC – Ministério da Educação em 2004. De acordo com o mesmo relatório, este cenário possibilitou ao interessado a liberdade de escolha dentre uma variedade maior de IES. Porém, esta expansão não alcançou um númeroexpressivo de alunos das classes mais baixas. O aumento da concorrência entre estabelecimentos de ensino e a necessidade de inserir no sistema um estudante com perfil mais carente obrigaram os estabelecimentos privados de ensino superior a mudar sua estratégia, diminuindo o valor das mensalidades, além de, oferecer a oportunidade de bolsas e financiamento (MEC, 2004).
No intuito de garantir opreenchimento de parte das vagas ofertadas pelo setor privado, foi instituído, no ano de 1999, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), destinado a acadêmicos com dificuldades para arcar com as despesas relativas à educação superior. O referido sistema de financiamento foi desenhado para tornar-se autofinanciável, com taxas dejuros de 6,5% a.a. abaixo da SELIC - Sistema Especial de Liquidação e de Custódia e com carência de 18 meses (CORCINI, 2007).
Além do apoio financeiro em nível federal, as instituições oferecem alternativas de financiamento aos alunos, valendo-se de recursos estaduais e de incentivos fiscais. A título de exemplo, a Faculdade Cenecista de Joinville estipulou uma política interna para concessão debenefícios, de acordo com a qual, o estudante pode optar pelo benefício concedido através de verba destinada pelo Governo do Estado de Santa Catarina em virtude do Artigo 170 da Constituição Estadual, diante de convênio firmado entre o campus e o Governo Estadual. Ou ainda, contar com a bolsa filantrópica, visto que, por lei, as universidades comunitárias ou confessionais, são obrigadas a fornecerbolsas de estudo a alunos carentes. Contudo, a abrangência do programa se encontra muito abaixo da demanda, pois, sequer atende 10% do total de matriculados no setor privado. Esse fato tem provocado o aumento dos índices de inadimplência nos últimos anos (CNEC, 2011).
Diante deste contexto, pretende-se neste artigo verificar o nível de endividamento e as fontes de financiamento estudantilutilizadas pelos acadêmicos do curso de administração oferecido pela Universidade do Oeste de Santa Catarina, campus aproximado de Capinzal, no ano de 2011. Especificamente, busca-se identificar a proporção da mensalidade contemplada com bolsa auxílio da empresa em que trabalha e pela própria universidade; Verificar a porcentagem do salário que o estudante compromete com o pagamento de mensalidades de...
tracking img