Ambiente alfabetizado eja

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  • Publicado : 15 de maio de 2012
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Nota: 9,5
PROJETO DE PESQUISA

  
TEMA: O AMBIENTE ALFABETIZADOR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA.

PROBLEMA:
O problema de pesquisa será analisar com olhar crítico no Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – CIEJA, localizado no bairro do Cambuci. Como está estruturado o ambiente alfabetizador? Quais as características desse ambiente? Qual o método de ensino utilizadonessa Unidade Escolar?
 
HIPÓTESE:
O nosso grupo espera encontrar no CIEJA, com base na observação e na pesquisa bibliográfica, uma escola baseada no construtivismo, com um ambiente alfabetizador diferenciado, onde o aluno tenha participação ativa no processo educacional.

JUSTIFICATIVA:
Nosso grupo optou por fazer esse trabalho de campo, pois há o interesse em conhecer e se familiarizar como ambiente alfabetizador na educação de jovens e adultos, saber como esse projeto está estruturado e quais as características deste ambiente, e o método de ensino utilizado nessa Unidade Escolar.

OBJETIVOS:

- Analisar o ambiente alfabetizador do ambiente alfabetizador do CIEJA.

REFERENCIAL TEÓRICO:
Este trabalho tem como base os estudos do livro “Reflexões sobre alfabetização” deEmília Ferreiro (ANO), em que é desenvolvida uma análise sobre a alfabetização, fazendo-nos repensar a nossa prática escolar de alfabetização. O livro se baseia em experiências vivenciadas por ela e por outros colaboradores. As investigações evidenciam que o processo de alfabetização nada tem de mecânico, do ponto de vista da criança que aprende. A autora em primeiro momento aborda a representação dalinguagem e o processo de alfabetização, deixando clara a importância dos dois polos do processo de ensino-aprendizagem (quem ensina e quem aprende) e alerta para um terceiro item que deve ser levado em conta: a natureza do objeto de conhecimento envolvendo essa aprendizagem. Conforme a autora devemos enxergar que a criança não aprende somente submetida à um ensino sistemático, mas sim a todaprodução desenvolvida por ela, que pode representar valiosíssimo documento que necessita ser interpretado para poder ser avaliado, dando ênfase não só nos aspectos gráficos mas sim nos aspectos construtivos. Segundo a autora as crianças não inventam novas letras, mas dedicam um grande esforço intelectual na construção de formas diferenciadas entre as escritas. As crianças exploram critérios que lhespermitem, às vezes, variações sobre o eixo quantitativo, variando a quantidade de letras de uma escrita para outra, para obter escritas diferentes, e às vezes, sobre o eixo qualitativo, variando o repertório de letras que se utiliza de uma escrita para outra e até mesmo o posicionamento destas sem modificar a quantidade. Ao passar por todo esse processo a criança começa por descobrir que as partesda escrita (suas letras) podem corresponder a outras tantas partes da palavra escrita (sílabas). Inicia-se então o período silábico, onde permite obter um critério geral para regular as variações na quantidade de letras que devem ser escritas, chegando até o período silábico-alfabético, que marca a transcrição entre os esquemas futuros em via de serem construídos. Neste período a criança descobreque uma letra não basta para representar uma sílaba e que a identidade do som não garante a identidade de letras e nem a identidade de letras à dos sons. A autora cita três dificuldades principais que precisam ser colocadas: a visão que um adulto já alfabetizado tem do sistema da escrita; a confusão entre desenhar e escrever letras e a redução do conhecimento do leitor ao conhecimento das letrase seu valor convencional, que conforme ela, uma vez estabelecidas estas dificuldades conceituais iniciais, é possível analisar a prática docente em termos diferentes do metodológico. Conclui após dar ênfase em cada assunto acima citado, que um novo método de ensino, novos testes de prontidão e novos materiais didáticos não resolvem os problemas da alfabetização, mas sim que é preciso reanalisar...
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